segunda-feira, 30 de agosto de 2010

19 - Conceitos quo

Eu assisti um filme a pouco tempo, chamado 1,99, de um diretor nacional interessante...

Gostei do filme, apesar da idéia em si me parecer meio óbvia. O que achei legal no entanto pode ser tanto uma novidade quanto o que ele realmente quis mostrar.

Será que os nossos conceitos "anti-conceitos do status quo" são tão nossos assim? Quero dizer, será que alguns conceitos que consideramos pessoais são realmente pessoais ou foram colocados em nossa opinião de forma sorrateira, enfim, fomos induzidos a pensar dessa forma?

Duas caixas no começo do filme exemplificam essa idéia: "Chique é ser inteligente" e "Pense diferente".

18 - justificativa

Últimas semanas meio que me impossibilitaram para escrever aqui.

Tantas coisas pra ler e ver.

Não te abandonarei.

Enquanto isso, um pensamento do Fernando Pessoa que eu achei bonito, apesar de clichê.

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

16 - Declaração

"Talvez isso não signifique muito para você, pois está habituado com o amor; não é algo raro para você. Para mim é diferente. Minha vida foi pobre de amor.

Uma pessoa me disse um dia que achava que eu era orgulhoso; provavelmente ele tinha razão. Nao sou injusto com as pessoas, faço o possível para ser justo e paciente com elas, mas nunca as amei. Se mesmo assim eu sei o que é o amor, devo-o a você. Fui capaz de amá-lo, somente a você, entre todas as outras pessoas. Você não pode imaginar o que isso significa.

Foi graças a você, somente a você, que o meu coração não definhou, que um lugar dentro de mim permaneceu aberto."



Declaração do religioso Narciso para o aventureiro Goldmund.
Hermann Hesse.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

15 - Inteligência

Estou realmente muito orgulhoso de você. Uma das coisas que mais me chamou a atenção é sua inteligência. No começo foi apenas uma impressão e hoje é uma grande certeza.
Essa capacidade de analisar e entender as pessoas, bem como a sua natureza, é tão interessante e quando percebo que existem pessoas que fazem isso de forma instintiva, sinto-me tanto satisfeito quanto inquieto e além disso, invejoso. Eu consigo notar muitas características, mas é sempre de forma superficial e logo minha mente tende a dissipar essas informações. É uma inteligência nata perceber as frustrações e desejos não-ditos simplesmente pela relação social. São coisas e sinais que eu enxergo, mas não me posiciono para entender, ignoro.

Hoje tive uma conversa e ouvi que se fosse um amigo "verdadeiro", daria conselhos e coisas desse tipo. Realmente, é algo que deveria fazer quando percebo que meus amigos estão caminhando de forma perigosa, porém eu mantenho uma postura negligente. Não por não analisar, negligente por ignorar a situação. Prefiro observar até que ponto tudo pode se prolongar, até que ponto vai continuar.

Minha inveja nesse caso se baseia no fato de que essa capacidade intelectual é extremamente útil e poderia me ajudar de muitas formas. Principalmente no fator evolução pessoal. Tenho medo muitas vezes de me sentir amorfo, transitório. Quando a sua natureza é mutável ou maleável de acordo com o que está acontecendo, o aviso de desconfiança é enormemente vísivel. Quando é notorio que ninguém lhe conhece e a partir dessa premissa você pode criar qualquer atitude, mesmo sabendo que isso é a forma mais natural do ser, para todos torna-se complicado ter segurança. Uma vez compreendendo, não mais ignorando, é possível mudar esse quadro de insegurança.

É uma felicidade ter essas pessoas instintivas nessa capacidade intelectual por perto. A ignorância e a sabedoria são coisas que consomem a alma e podem ser transmitidas. Um ignorante não percebe sua ignorância enquanto vive em antro de ignorantes; Tendo essas pessoas próximas, me sinto bem e mentalmente ativo. Tenho certeza que posso aprender e que elas podem me ajudar nesse processo.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

14 - This lonely game

Are we really happy with
This lonely game we play
Looking for the right words to say
Searching but not finding
Understanding anyway
We’re lost in this masquerade

Both afraid to say we’re just too far away
From being close together from the start
We tried to talk it over
But the words got in the way
We’re lost inside this lonely game we play


The Carpenters - The Masquerade

domingo, 15 de agosto de 2010

13 - Sinal de desrespeito. Vida familiar.

Passei um final de semana muito feliz com o meu amor. Disse a minha mãe que voltaria no domingo sem falta e voltei de bom grado. Estava contente até chegar em minha casa.

Pode parecer bobo, mas tudo começou com pequenas coisas que juntas se tornaram o maior sinal de desrespeito dos últimos meses. Eu consegui evitar bastante disso desde que passei a ficar mais fechado. Evitou grandes problemas e minha vida melhorou.
Chego e percebo que todas as minhas coisas estão em lugares diferentes. A decoração que eu escolhi, os meus livros fora de lugar, os meus videogames também errados. Os cabos que não podem ser mudados para não quebrarem, FORAM MUDADOS e eu ainda nem pude testa-los; os meus fios de energia (tanto do computador, quanto do meu videogame) foram ignorados. Respirei fundo e fui colocar meu pijama, e quando tento abrir minha parte do guarda-roupa noto que minhas gavetas estão interditadas porque alguém resolveu tampar as portas com uma tv. Achei brilhante.
Então, resolvo reclamar e pedir que arrumem as minhas coisas para que eu possa usar. Minha mãe aparece e acha que eu não tenho o porquê reclamar e que não posso falar nada porque minha irmã esta dormindo. Resumindo, "eu que me foda".
Minha irmã acorda [??????] porque a luz estava acesa para que minha mãe corrigisse tudo isso e resolve me xingar por ter reclamado que me deixaram sem acesso a energia e bagunçaram minhas coisas no meu próprio quarto. Novamente percebo que não tenho direito nenhum de reclamar. Meu pai fica em silêncio, totalmente indiferente a mim (pra completar o quadro) e não sei se isso me irrita ou se agradeço a Deus. Se ele falasse alguma coisa, seria pra que eu ficasse quieto. "Eu que me foda" [2].
E minha mãe, não contente, vem depois dizer que eu deveria agradecer a Deus por esse desrespeito e que deveria me acostumar com isso tudo, já que moro com eles.
Esse tipo de atitude só me dá vontade de sumir no mundo, dai pelo menos não seria obrigado a engolir desrespeito na minha própria casa.

*Isso tudo foi escrito por volta de 2010. Hoje, oito anos depois, 2018, só quero dizer que SINTO FALTA DESSE PASSADO. DESSAS LEMBRANÇAS.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

12 - Maior medo.

Hoje fui novamente na assistente social buscar auxílio financeiro. Percebo que todos temos muitos direitos e a maioria desses direitos não são aproveitados. Alguns exigem mais paciência e realmente, ser mandado pra três assistentes sociais diferentes foi um tanto estressante, mas nada que um bilhete único não resolva. Amanhã espero conseguir o que desejo e com isso quitarei meus débitos bancários sem precisar pedir ajuda aos meus pais.

Passei a quarta-feira com momorzinho. É uma das poucas vezes que eu me importo. Até pouco tempo atrás eu agia de forma totalmente aleatória e inconsequente. Muitas vezes não pensava a que levaria e o que aconteceria em razão dos meus atos. Mesmo sentindo imenso prazer fazendo coisas moralmente suspeitas, venho tentando mudar boa parte do que sou porque obviamente não sou estúpido e noto que muitas ações destrutivas, são destrutivas comigo também e foi nessa fase de auto-crítica e plena consciência de si que comecei esse relacionamento.
 Incrível que de alguma forma, além dos meus esforços pessoais, essa companhia me ajudou a controlar mais minha impulsividade e só de pensar que posso prejudicar alguém que é tão importante e representa boa parte das coisas que sinto, é desesperador (mesmo que faça algo de forma inocente).
Não posso negar que muitas vezes recebo os chamados instintivos para fazer coisas que não são consideradas boas, porém logo aparecem imagens de pessoas queridas me desaprovando e ser desaprovado pelas poucas pessoas que escolhi me importar é inaceitável. O fator novo, entretanto, é que antes eu tranquilizaria minha alma pelo simples fato de saber que essas pessoas queridas jamais chegariam a saber de alguma atitude transgressora minha. Antes.
Finalizando, hoje, se de alguma forma eu fizer algo que possa desaprovar ou prejudicar as pessoas que amo e prezo, seria melhor não viver; Machucar os outros é errado e sentir-se feliz fazendo isso é pior ainda. Meu maior medo é perceber que todos os meus caminhos e escolhas acabem me mostrando e provando que, por mais que eu tente, uma ou outra pessoa sempre acabará ferida e o arrependimento continuará sendo uma idéia abstrata e incompreensível.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

11 - Furto.

Consegui todos os meus documentos de volta, com excessão do dinheiro e do bilhete único. Enfim, miséria na mão de pobre é lucro.

Agora, além das minhas obrigações anteriores, tenho também que ir até a estação da luz para renovar o RG, preciso ir amanhã para resolver a minha carteira de trabalho na empresa e hoje na sp trans devo pedir o bloqueio do meu cartão.

A minha maior preocupação, no entanto, baseava-se em lembranças pessoais e uma foto importante com um coração. Graças a Deus, essa parte mais essêncial, que me era mais importante, foi recuperada.

O ruim de tudo, é que mais obrigações trazem menos tempo para mim e consequentemente, menos tempo para as pessoas que são verdadeiramente importantes. Espero que você entenda, tudo se resolverá nessa semana. Meus trabalhos, meus compromissos familiares e problemas financeiros. Tenha paciência, você não sabe o quanto me dói sentir-me relapso nesse nosso relacionamento. Mais do que antes, preciso de seu apoio.

domingo, 8 de agosto de 2010

10 - A rã e o escorpião. Esopo. Ésope

Um escorpião , que desejava atravessar um rio , disse a rã :

- Me carregue nas costas até o outro lado.

- Eu, carregar voce nas costas? - Respondeu a rã. - De jeito nenhum ! Conheço-o bem, se eu te levar nas costas voce vai me picar e vai me matar!

- Não seja estupida!, disse o escorpião. - Se eu a picar voce vai parar no fundo do rio, e eu que não sei nadar vou acabar me afogando!

Por um momento os dois continuaram a discutir seus argumentos e o escorpião mostrou-se tão persuasivo que a rã aceitou leva-lo nas costas até o outro lado do rio. Ela o colocou sobre suas costas escorregadias , onde ele se agarrou, e eles começaram a travessia. Mas, quando chegaram no meio do amplo rio, a rã sentiu uma violenta dor nas costas e, viu o escorpião recolher seu ferrão.

- Seu tolo, gritou a rã. - Agora nós dois vamos morrer! Por que fez isso?

O escorpião deu uma risada sarcástica e deu de ombros.

- Peço-lhe desculpas, mas não pude evitar. Essa é a minha natureza.

9 - Relações masculinas com meu pai.

Dia dos pais. Eu tenho muito orgulho de ter um pai como ele... é uma pessoa boa e inteligente. Nunca nos bateu e sempre optou pela conversa. Fomos almoçar fora, num restaurante coreano conhecido pelas nossas irmãs, onde pude experimentar algo diferente.
Na volta, algumas questões voltaram a minha mente. São questões de extrema aflição. Me pego pensando em como tenho medo de ganhar a desaprovação dele, que fez de tudo para me criar e me dar uma boa estabilidade. Em nenhum momento quero fazer com que ele se sinta envergonhado ou irritado, algumas vezes já discutimos e todas as vezes foram um erro, um pior que o outro.

Tenho medo das consequências de desaprova-lo. As consequências que trariam pra saúde de meu pai e para o emocional de minha mãe. Por vezes me sinto preso a eles, como uma obrigação. Afinal, eles sacrificaram boa parte dos objetivos e promessas de vida que teriam se não tivessem filhos. Uma fardo por vezes agradável, que lhes dava uma sensação de complementação e cuidado, mas mesmo assim, um fardo. Meu pai por vezes se mostra frustrado pela falência; minha mãe gostaria de ter feito outra faculdade.

Fugir deles, como uma forma de liberta-los da tristeza de ter um filho que não corresponde aos aspectos emocionais que em mim depositaram, é impossível. Porque da mesma forma, seria outro motivo de preocupação, como constatei. Novamente, me vejo preso aos meus pais e isso não é uma boa coisa.
Existem coisas, que ditas anteriormente ao meu pai, foram motivo de grande crise e ambas as partes preferiram deixar "as coisas como sempre foram". Acontece que as situações mudam e nem de longe eu sou o filho que ele queria que eu fosse e por mais orgulho que ele tenha, é um orgulho falso, basicamente por eu ser de sua linhada; não pelas minhas escolhas e atitudes pessoais.
Às vezes percebo que ele se frustra com nossa distância, mas como sermos próximos se somos pessoas tão diferentes? Meu pai é uma das pessoas mais cultas que conheço, alguém que tenho como exemplo, porém é um homem de seu tempo. Talvez tenha o mesmo pensamento que eu em relação a ele e isso é definitivamente um paradigma de muitos pais e filhos. Muitas coisas entre nós se parecem com tabus. Existem e ninguém é cego, mas é melhor evitar o estresse envolvido.

sábado, 7 de agosto de 2010

8 - O sonho recorrente. 2010.

Recentemente tive um sonho que já era conhecido. Não é um sonho comum, daqueles que se tem todos os dias; era um sonho com um significado maior, significado que me acompanha ha muito e que apesar de se modificar levemente, nunca mudou de enredo e sentido.
Começou como um simples sonho de fuga. O tipo que envolve uma pessoa fugindo são um prato cheio para quem busca explicações razoáveis... Não é tão simples. A explicação, muitas vezes não serve para todos os períodos diferentes que tive esse sonho.
Tudo começa comigo em algum lugar, pressionador, estressante, massificante, que me causa grande sensação de controle, como a ditadura é mostrada em livros como 1984. Isso é estranho porque, lúcido, eu vivo nesse local, muitas vezes se trata de meu bairro, outras mais recentemente, o sonho mostrou o condomínio em que moro.
Existe uma complexa rede de vigilância, de domínio sobre a privacidade e poucos, como eu, tentam escapar desse status quo. Cada cômodo, porta, é um desafio que se deve transcorrer e por fim, consigo chegar ao lado de fora do prédio. Nesses momentos percebo que não apenas eu, como alguns outros também buscam a liberdade. Que liberdade? Liberdade para o que?
Uma vez do lado de fora, ainda falta muito a percorrer, pois estar fora do prédio não quer dizer estar fora do condomínio. Aqui é muito mais perigoso e os inimigos são mais cautelosos. Todos eles só tem um único objetivo baseado em te delatar, perseguir, prender e mandar você de volta ao lugar que nunca deveria ter tentando e se atrevido a sair. A mudança para eles não é necessária.
Na versão mais recente desse sonho, reconheci uma das outras pessoas que tentam escapar e me ajudam nessa atitude. É meu amor, amante. No fim do sonho, porém, nenhuma das pessoas que estavam comigo continuam e padecem diante de um caminho que torna-se necessário à apenas uma pessoa. Se existem outros como você, que te incentivam e aparecem em sua vida, por que tudo é solitário?
As perguntas já possuem respostas e o sonho é simbolicamente simples, mesmo assim sua repetição e o que representa realmente em minha vida é o que se mostra como questão não solucionada.

7 - Retratos da vida. Margaret Atwood

"Por que a ânsia por esssas coisas? Se for uma ânsia. Talvez seja uma éspecie de tirania. Talvez queiramos apenas controlar a vida, não importa quem a viveu.
Ajuda quando há fotografias. Não há mais escolhas para as pessoas que estão nelas - separe esta, jogue fora aquela. Os viventes da vida em questão tiveram suas chances, e desperdiçaram quase todas."

Margaret Atwood na curta história "Retratos da vida".

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

6 - Nada justifica.

Acabo de me sentir muito mal. Como eu ainda não perdi a capacidade de me controlar quando magoado, ferido ou irritado? Quando alguma dessas situações ocorrem, eu respondo da mesma forma, na defensiva e essa resposta é sempre no mínimo venenosa, cruel e desnecessária. É uma vergonha continuar agindo de forma primitiva, ainda mais tendo-se a consciência de fato. De que forma, pensando, consigo agir tão débilmente e com mentalidade alterada? Essas atitudes nada fazem a não ser destruir coisas que são extremamente valiosas, fazem com que as pessoas que amo percam a confiança, ganhem rancores e chateações. Enfim, essas atitudes não só minam o que é importante (amor, amizades, etc), como também só demonstram uma parte ainda fragilizada e infantilizada de minha maturidade.

"Dois erros não fazem um acerto".

5 - P. Dissociativa. Caim.

Tem algumas horas que já estou em casa. Passo o dia inteiro pensando nas coisas que tenho que fazer, resolver, pesquisar e sempre que volto sinto uma vontade enorme de não fazer nada das coisas que ansiei.

Eu sempre considerei meus pais como meio desestruturados, mas nunca pais falhos ou ausentes. Hoje, porém, eu penso que talvez o problema seja outro. Por algum motivo aleatório eu sempre tendo a perceber a culpa nas pessoas e o quanto fui injustiçado, mas pensando com seriedade, talvez a realidade possa ser diferente. É estranho pensar dessa forma, uma vez que anula o meu próprio entendimento das situações.
Não isoladamente, já me ocorreu um confronto e nesse caso já ouvi comentários estranhos e acusações de alterar a percepção e mudar o que foi dito. Nessas horas só uma coisa parece fazer sentido: que pessoas loucas e revoltadas, desestruturadas e neuróticas.
A minha tendência pessoal é a de indagar tudo e com isso o mundo confunde-se mais. Não dificilmente testei reações nas pessoas e quanto mais dissimulado consigo ser, mimetizando reações, expressões e falas de pessoas consideradas corretas, melhor é o resultado adquirido. Quando, pelo contrário, cínico e forçado são adjetivos por vezes escutado. Parece-me inaceitável ter que agir forçadamente para parecer natural, anular tudo o que se é para que se possa ser algo verdadeiro ou ao menos não piorar a sensação das outras pessoas sobre nós. É preciso ser feliz e sorrir o tempo todo.
Em razão disso, é pra mim estranho manter relações duradouras, pois parece, mesmo eu não percebendo, para os outros díficil e tedioso lidar com alguém real, na instância do real que apresentei; e com o tempo, se torna angustiante essa anulação do ser já dita anteriormente em troca do convívio. Outra coisa me incomoda seguidamente, o sentir que a maioria das pessoas sente, é totalmente diferente. Muitas situações emocionantes aos demais, nada me interferem e principalmente, parece horrível quando o que deveria sentir [segundo o conhecimento sobre] não é sentido. Essa indiferença causa-me tristeza e inadequação.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

4 - Demian.

"The bird comes out of the egg, the egg is the world, whoever wants to be born has to destroy the world".

"Sometimes you consider yourself to be too weird and you reproach yourself for following paths that are different from those of the majority.Let's forget it... without asking if it is in the taste of your father or the teacher or some good god, we can only lose ourselves".

"People also live in dreams, but not by themselves, and that's where the difference lies".

"I felt superior to him!" For a moment I felt contempt for his ignorance. "If he knew everything!...". 

"The man you want to kill will never be this or that, these are nothing but disguises.When we hate a man, we hate in his image something that we hate in ourselves, and that which is not in us leaves us indifferent".

"One can also be happy in this way, but when one comes to know the other, it becomes impossible to follow the path of the majority".

"knows foolishness and confusion, madness and dream, like the lives of all men who no longer want to lie to themselves".

"There's a lot of difference between just taking the world in ourselves and getting to know it".


***


"A ave sai do ovo. O ovo é o mundo. Quem quiser nascer tem que destruir o mundo".

"Às vezes te consideras por demais esquisito e te reprovas por seguires caminhos diversos dos da maioria. Deixa-te disso. (...) sem perguntares se isso convêm ou é do gosto do senhor seu pai ou do professor ou de algum bom deus qualquer. Com isso só conseguimos perder-nos."

"As pessoas vivem também em sonhos, mas não nos próprios, e ai é que está a diferença."

"Sentia-me superior a ele! Por um momento, senti desprezo por sua ignorância. "Se soubesse de tudo!...""

"O homem a quem quiseres matar nunca será este ou aquele; esses não passam de disfarces. Quando odiamos um homem, odiamos em sua imagem algo que odiamos em nós mesmos. Também o que não está em nós mesmos nos deixa indiferentes."

"Também se pode ser feliz assim; mas quando se chega a conhecer o outro, torna-se impossível seguir o caminho da maioria."

"sabe a insensatez e a confusão, a loucura e sonho, como a vida de todos os homens que já não querem mais mentir a si mesmos".


"Há muita diferença entre levarmos simplesmente o mundo em nós mesmos e conhecê-lo."

***


- Demian, Hermann Hesse.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

3 - Sua natureza.

You have a public, a tribe, and you show yourself superior in your own places of sociability. An example with animals, no one sees a peacocks spreading their tails and showing their biggest plume to a turkey. A badass in a place that the badasses are not so bad is absurd, for you it is like the same.

It is not because you envy that you criticize others' morals. A bat will never be a bird and neither will it. It was kind of like something I heard there.

2 - Representando.

There were two unusual events that caught my attention today. I tried to explain to my love, but he did not understand the gravity and the meaning.


First of all, I have to say that I feel different, I am thinking differently and acting differently. It is what the "K" (Felipe, my first kiss in a boy) called "death of my old self". There were many things that I was masking to be able to maintain a futile armor, but this armor seems to have cracked the moment I realized that it would not help me. It was amazing to some extent until there was a saturation. This armor, also called "fantasy," has become destructive and self-destructive. As much as I wanted to say something innocently, it would sound to everyone like a 'needle', an irony, a cruel and spoiled comment. A futile comment, that is, the main purpose of this appearance created as protection. How futile has it made me "futile"?
The first thing happened when a boy decided to go with me to the library. So far nothing... Wrong. Before, I would ignore all the malice contained in this gesture. Ordinary people hardly do anything without interest. Before I would even call him to accompany me and still justify my conscience saying "people are cool and smiling and the world is full of sun, blah blah blah, people do not talk to others just thinking about sex, etc...". This time everything changed and I cut in on the act. "Bye, I have to finish a reading by myself".

The second fact happened in class. A boy with a good appearance came to tell me that he observed my orkut and my photos and he did not add me for fear of making a mistake, but he wanted to add it if he was on the right orkut. This intrigued me deeply, why does someone watch you but not approach? In the case, why he who studies with me, looks for me in a social network, finds, looks at my album, knows that I am me and finally does not add, even after all this work? And I he did talk to me? He is a stalker? It is some sort of warning?


1 - Preso. Outubro de 2010. Prisoner October 2010

I wrote a blog just to be able to write things I was thinking and incredibly now I think of nothing. Absolutely nothing.
I went back to having an active reading, which also [and perhaps] motivated me in the ever present idea of keeping a online notebook...
One thing I read today caught my attention: "Maybe I'm not a princess somewhere else?" Ignore the "princess" and change for whatever purpose you may have in life.
Maybe you're what you want to be, but you have not found it yet? You did not find it out why you were stuck in the wrong place.


***

Fiz um blog só pra poder escrever coisas que estava pensando e incrivelmente agora não penso em nada. Absolutamente nada.

Voltei a ter leitura ativa, o que também [e talvez] tenha me motivado na idéia sempre presente de manter um livro de anotações...
Uma coisa que eu li hoje me chamou a atenção: "Quem sabe eu não sou uma princesa em outro lugar?". Ignorem o "princesa" e troquem por qualquer objetivo de ser que tiverem.
Quem sabe você não é o que quer ser, mas só ainda não descobriu? Não descobriu porque esta preso no lugar errado.