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sábado, 7 de agosto de 2010

8 - O sonho recorrente. 2010.

Recentemente tive um sonho que já era conhecido. Não é um sonho comum, daqueles que se tem todos os dias; era um sonho com um significado maior, significado que me acompanha ha muito e que apesar de se modificar levemente, nunca mudou de enredo e sentido.
Começou como um simples sonho de fuga. O tipo que envolve uma pessoa fugindo são um prato cheio para quem busca explicações razoáveis... Não é tão simples. A explicação, muitas vezes não serve para todos os períodos diferentes que tive esse sonho.
Tudo começa comigo em algum lugar, pressionador, estressante, massificante, que me causa grande sensação de controle, como a ditadura é mostrada em livros como 1984. Isso é estranho porque, lúcido, eu vivo nesse local, muitas vezes se trata de meu bairro, outras mais recentemente, o sonho mostrou o condomínio em que moro.
Existe uma complexa rede de vigilância, de domínio sobre a privacidade e poucos, como eu, tentam escapar desse status quo. Cada cômodo, porta, é um desafio que se deve transcorrer e por fim, consigo chegar ao lado de fora do prédio. Nesses momentos percebo que não apenas eu, como alguns outros também buscam a liberdade. Que liberdade? Liberdade para o que?
Uma vez do lado de fora, ainda falta muito a percorrer, pois estar fora do prédio não quer dizer estar fora do condomínio. Aqui é muito mais perigoso e os inimigos são mais cautelosos. Todos eles só tem um único objetivo baseado em te delatar, perseguir, prender e mandar você de volta ao lugar que nunca deveria ter tentando e se atrevido a sair. A mudança para eles não é necessária.
Na versão mais recente desse sonho, reconheci uma das outras pessoas que tentam escapar e me ajudam nessa atitude. É meu amor, amante. No fim do sonho, porém, nenhuma das pessoas que estavam comigo continuam e padecem diante de um caminho que torna-se necessário à apenas uma pessoa. Se existem outros como você, que te incentivam e aparecem em sua vida, por que tudo é solitário?
As perguntas já possuem respostas e o sonho é simbolicamente simples, mesmo assim sua repetição e o que representa realmente em minha vida é o que se mostra como questão não solucionada.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

4 - Demian.

"The bird comes out of the egg, the egg is the world, whoever wants to be born has to destroy the world".

"Sometimes you consider yourself to be too weird and you reproach yourself for following paths that are different from those of the majority.Let's forget it... without asking if it is in the taste of your father or the teacher or some good god, we can only lose ourselves".

"People also live in dreams, but not by themselves, and that's where the difference lies".

"I felt superior to him!" For a moment I felt contempt for his ignorance. "If he knew everything!...". 

"The man you want to kill will never be this or that, these are nothing but disguises.When we hate a man, we hate in his image something that we hate in ourselves, and that which is not in us leaves us indifferent".

"One can also be happy in this way, but when one comes to know the other, it becomes impossible to follow the path of the majority".

"knows foolishness and confusion, madness and dream, like the lives of all men who no longer want to lie to themselves".

"There's a lot of difference between just taking the world in ourselves and getting to know it".


***


"A ave sai do ovo. O ovo é o mundo. Quem quiser nascer tem que destruir o mundo".

"Às vezes te consideras por demais esquisito e te reprovas por seguires caminhos diversos dos da maioria. Deixa-te disso. (...) sem perguntares se isso convêm ou é do gosto do senhor seu pai ou do professor ou de algum bom deus qualquer. Com isso só conseguimos perder-nos."

"As pessoas vivem também em sonhos, mas não nos próprios, e ai é que está a diferença."

"Sentia-me superior a ele! Por um momento, senti desprezo por sua ignorância. "Se soubesse de tudo!...""

"O homem a quem quiseres matar nunca será este ou aquele; esses não passam de disfarces. Quando odiamos um homem, odiamos em sua imagem algo que odiamos em nós mesmos. Também o que não está em nós mesmos nos deixa indiferentes."

"Também se pode ser feliz assim; mas quando se chega a conhecer o outro, torna-se impossível seguir o caminho da maioria."

"sabe a insensatez e a confusão, a loucura e sonho, como a vida de todos os homens que já não querem mais mentir a si mesmos".


"Há muita diferença entre levarmos simplesmente o mundo em nós mesmos e conhecê-lo."

***


- Demian, Hermann Hesse.