Estou realmente muito orgulhoso de você. Uma das coisas que mais me chamou a atenção é sua inteligência. No começo foi apenas uma impressão e hoje é uma grande certeza.
Essa capacidade de analisar e entender as pessoas, bem como a sua natureza, é tão interessante e quando percebo que existem pessoas que fazem isso de forma instintiva, sinto-me tanto satisfeito quanto inquieto e além disso, invejoso. Eu consigo notar muitas características, mas é sempre de forma superficial e logo minha mente tende a dissipar essas informações. É uma inteligência nata perceber as frustrações e desejos não-ditos simplesmente pela relação social. São coisas e sinais que eu enxergo, mas não me posiciono para entender, ignoro.
Hoje tive uma conversa e ouvi que se fosse um amigo "verdadeiro", daria conselhos e coisas desse tipo. Realmente, é algo que deveria fazer quando percebo que meus amigos estão caminhando de forma perigosa, porém eu mantenho uma postura negligente. Não por não analisar, negligente por ignorar a situação. Prefiro observar até que ponto tudo pode se prolongar, até que ponto vai continuar.
Minha inveja nesse caso se baseia no fato de que essa capacidade intelectual é extremamente útil e poderia me ajudar de muitas formas. Principalmente no fator evolução pessoal. Tenho medo muitas vezes de me sentir amorfo, transitório. Quando a sua natureza é mutável ou maleável de acordo com o que está acontecendo, o aviso de desconfiança é enormemente vísivel. Quando é notorio que ninguém lhe conhece e a partir dessa premissa você pode criar qualquer atitude, mesmo sabendo que isso é a forma mais natural do ser, para todos torna-se complicado ter segurança. Uma vez compreendendo, não mais ignorando, é possível mudar esse quadro de insegurança.
É uma felicidade ter essas pessoas instintivas nessa capacidade intelectual por perto. A ignorância e a sabedoria são coisas que consomem a alma e podem ser transmitidas. Um ignorante não percebe sua ignorância enquanto vive em antro de ignorantes; Tendo essas pessoas próximas, me sinto bem e mentalmente ativo. Tenho certeza que posso aprender e que elas podem me ajudar nesse processo.
Blog for personal thoughts and mémoire on the web. "Arbeit macht frei" means "work sets you free". The slogan is known for appearing on the entrance of Auschwitz. I chose "o trabalho liberta", a portuguese version of the slogan, in the blog URL bcause it's a key concept to understanding our society, where work is the ideology of control and the capital working movement divide us and create an artificial competitive environment, not a true cooperative or collaborative one.
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terça-feira, 17 de agosto de 2010
15 - Inteligência
futilidade, mascaras, acatamento, aceitação
analise,
frustraçao,
insegurança,
tecnica
domingo, 8 de agosto de 2010
9 - Relações masculinas com meu pai.
Dia dos pais. Eu tenho muito orgulho de ter um pai como ele... é uma pessoa boa e inteligente. Nunca nos bateu e sempre optou pela conversa. Fomos almoçar fora, num restaurante coreano conhecido pelas nossas irmãs, onde pude experimentar algo diferente.
Na volta, algumas questões voltaram a minha mente. São questões de extrema aflição. Me pego pensando em como tenho medo de ganhar a desaprovação dele, que fez de tudo para me criar e me dar uma boa estabilidade. Em nenhum momento quero fazer com que ele se sinta envergonhado ou irritado, algumas vezes já discutimos e todas as vezes foram um erro, um pior que o outro.
Tenho medo das consequências de desaprova-lo. As consequências que trariam pra saúde de meu pai e para o emocional de minha mãe. Por vezes me sinto preso a eles, como uma obrigação. Afinal, eles sacrificaram boa parte dos objetivos e promessas de vida que teriam se não tivessem filhos. Uma fardo por vezes agradável, que lhes dava uma sensação de complementação e cuidado, mas mesmo assim, um fardo. Meu pai por vezes se mostra frustrado pela falência; minha mãe gostaria de ter feito outra faculdade.
Fugir deles, como uma forma de liberta-los da tristeza de ter um filho que não corresponde aos aspectos emocionais que em mim depositaram, é impossível. Porque da mesma forma, seria outro motivo de preocupação, como constatei. Novamente, me vejo preso aos meus pais e isso não é uma boa coisa.
Existem coisas, que ditas anteriormente ao meu pai, foram motivo de grande crise e ambas as partes preferiram deixar "as coisas como sempre foram". Acontece que as situações mudam e nem de longe eu sou o filho que ele queria que eu fosse e por mais orgulho que ele tenha, é um orgulho falso, basicamente por eu ser de sua linhada; não pelas minhas escolhas e atitudes pessoais.
Às vezes percebo que ele se frustra com nossa distância, mas como sermos próximos se somos pessoas tão diferentes? Meu pai é uma das pessoas mais cultas que conheço, alguém que tenho como exemplo, porém é um homem de seu tempo. Talvez tenha o mesmo pensamento que eu em relação a ele e isso é definitivamente um paradigma de muitos pais e filhos. Muitas coisas entre nós se parecem com tabus. Existem e ninguém é cego, mas é melhor evitar o estresse envolvido.
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