Blog for personal thoughts and mémoire on the web. "Arbeit macht frei" means "work sets you free". The slogan is known for appearing on the entrance of Auschwitz. I chose "o trabalho liberta", a portuguese version of the slogan, in the blog URL bcause it's a key concept to understanding our society, where work is the ideology of control and the capital working movement divide us and create an artificial competitive environment, not a true cooperative or collaborative one.
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quinta-feira, 5 de abril de 2018
Minha formação e outras questões
Há exatos dois anos eu parti de minha cidade natal para uma cidade desconhecida, com o intuito de estudar em uma Universidade de outra região, conhecer um pouco esse outro lugar possível e escapar da realidade a qual estava aprisionado. Não que fosse uma realidade trágica ou mesmo tão angustiante, porém todos os que nasceram e viveram suas vidas em cidades grandes, megalópoles, sabem do sofrimento que é viver sempre em competição com os demais e correndo atrasado para pagar contas. Aqui também vivo atarefado para garantir o mínimo de dignidade (moradia, alimentação), mas ao menos garanti meu tempo livre por viver em uma cidade pequena onde não se perde tempo em locomoções diversas, de trens que parecem verdadeiros cargueiros a onibus lotados... Quando cheguei percebi que cursar engenharia seria insustentável porque não teria auxílios e teria que me manter por mim mesmo, meus pais me ajudam com pequenas quantias e mesmo essas quantias me soam como sacríficios que preferia não precisar fazê-los passar. A rotina de ser um estudante e também um trabalhador de base (sou garçom) é completamente incompátivel com cursos integrais. Tive que optar pelo dinheiro, uma vez que sem dinheiro não se come e perde-se um teto. Como posso comprar um computador se no próximo mês posso parar na rua e na marginalidade? Como posso comprar um computador se o dinheiro que consigo vai servir para comprar o gás? Enquanto a luz e a água tem cortes mensais, com posterior pagamento de multa. Por essas e outras penso em largar tudo e fugir. Largar tudo não seria a confirmação do destino pessimista que muitos esperam? Esperam que eu desista porque até agora fui infrutífero. Querem produtividade nessa economia. É possível com determinado planejamento e sabendo o que fazer com pouco dinheiro. Pois bem, resolvi voltar para minha área de primeira graduação, ciências sociais, e entrei na licenciatura. Estar na universidade é uma forma de me garantir um mínimo de resistência à total indigência. Estou refazendo todos os processos pelos quais fui indeferido no passado. Hoje tenho tido dificuldades em controlar minha raiva e revolta, acabo descontando em pessoas que não me atingem diretamente. Na fila da PRAE, com a assistente social ou burocrata concursada, um rapaz visivelmente da classe média quis indagar o que era o meu problema, pois não reconheceu uma fila ou ordem de chegada. Respondi logo que não era da conta dele e que ele esperasse na fila como todos os outros. Não precisava ter respondido assim. Aposto que daqui pra frente tenho alguém que me odeia e nem mesmo o conheço. Enfim, muitas questões, aguardo os pedidos por um mínimo de permanência nessa universidade. Como querem que eu estude e me comprometa com as aulas, se meu único trabalho é no mesmo horário das aulas? Como querem que eu estude se minha casa fica sem luz, ou sem internet? Porque moramos em repúblicas ou casas compartilhadas que não se mantém justamente por falta de dinheiro ou desemprego de alguma das partes. Quem vai cobrir o aluguel faltante do fulano que se mandou sem pagar nada? A nossa conta de internet? Então pagamos a conta de internet e ficamos sem o aluguel... É esse o tipo de vida, gentrificação social constante, por não existir formas das pessoas se manterem por muito tempo, salvo se estão empregadas e caso esse emprego não seja no mesmo horário das aulas. A maioria dos empregos de base é em regime integral. Eles esperam que você trabalhe do começo da tarde e até a noite... Quem pode comprometer tanto tempo assim se precisa estudar? Uma das formas possíveis foi investir uma quantidade de dinheiro em uma festa, que foi boicotada por todas aquelas parcerias que diziam me ajudar. Ao menos hoje tenho pra mim como produzir uma festa, mas sem dinheiro algum para dar inicio. Preciso de no mínimo 300 reais, fora o valor do aluguel e comida do mês. Trabalhando aos fins de semana e sem auxílio. Enfim, como produzir artisticamente no futuro sem um computador e sem um estúdio de produção que tenha estabilidade. Estabilidade não deveria ser o quarto dos fundos da casa dos meus pais, porque lá a liberdade também é limitada. E aqui onde seria possível não é, porque outras pessoas realizam os mais diversos boicotes. A minha república mesmo, vai quebrar em algum momento porque pretendem fazer com que nós paguemos pelos valores dos alugueis que não foram pagos de pessoas que simplesmente foram embora, sendo que ja é dificil pagar o proprio aluguel, logo não sei até quando eu resisto a essa situação, tenho pensado em levar o que tenho em excesso para São Paulo e voltar para cá em situação de total indepedência de bens materiais, fora o que pode ser utilizado para produção artistica (livros, computador, telas, tinta, etc).
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sábado, 30 de dezembro de 2017
No one reads my blog and why do I keep it in an era of views? Personne ne lit mon blog et pourquoi le garde-t-il à l'ère des vues. Ninguém lê meu blog e porquê o mantenho numa era de visualizações?
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| 2017's mood |
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Il serait vraiment intéressant si mon temps passé en tant qu'écrivain, <<écrivain moche>> en passant, a été profité d'une forme de profit ou de publicité. Peut-être que je ne le mérite pas, pour défendre des idées radicales et dans un aspect économique socialiste. Le manque de soutien, de financement, d'espace, de voix, fait partie de tout groupe autonome ou même minoritaire. Je ne peux parler pour aucun groupe, ce qui me rend solitaire, mais en dépit d'être seul, je représente une classe organisée. Si je ne peux pas me considérer comme asexué, je peux me considérer comme faisant partie du groupe de personnes persécutées pour leur sexualité, à l'intérieur ou à l'extérieur de leur propre environnement social. Je considère l'environnement social appelé «alternative» comme l'idéal, parce que c'est le seul qui m'accepte par ce que je semble être, et non par ce que je suis. Ce que je dois au moins ressembler à quelque chose de plastique, à tout le moins. Ce qui est beau, c'est souvent quelle place dans le côté le plus courant de la production culturelle. En tout cas, je n'avais même pas d'espace car, bien qu'un beau visage, je n'ai jamais eu la force de me battre à l'image de la guerre. Dans la jeunesse j'ai même encouragé et essayé plus clubber look, parce qu'au début j'étais gothique, mais aujourd'hui je sais que maintenir un visuel incohérent avec le marché du travail me garderait plus loin du marché du travail, mais après tout je voulais vraiment être enchaîné moi-même sur le marché du travail? Moi non plus, mais le reste est devenu une identification liée à la consommation elle-même. Je n'ai pas besoin de style, je n'ai pas besoin de suivre la tendance visuelle. Même ainsi, même lorsque je me sens complètement en forme dans la société, je vois que je suis loin d'oublier parfois où je suis. Ces jours-ci j'ai entendu parler d'un gars qui veut grandir pour être au moins épuisé de la beauté standardisée. Vous savez, le désir d'autres corps et notre vision de nous-mêmes. Je me regardais dans des miroirs et dans tous les miroirs je pouvais être un peu plus ou moins «jolie». Parfois, j'ai même l'air moche. Comme si la lumière accusait cette erreur. Les différentes erreurs que je vois en moi-même. Aujourd'hui, je suis heureux, très calme en fait, mais je me suis réveillé froid et fatigué. J'écris ceci pour quelle raison Gardez une histoire de mon état mental dans le passé? Pour le lecteur qui ne connaît pas mes habitudes les plus intimes, j'ai l'habitude de me battre avec d'autres garçons, pour le fun, pour l'argent... Jiu Jitsu. J'ai rencontré la maison avec trois garçons en bonne forme physique et un maître de jiu-jitsu de 66 ans. Le maître nous a emmenés dîner dans un restaurant japonais. Je pense que j'ai fait une erreur parce que j'étais la seule à demander de la bière, mais comment dois-je agir? Je ferais mieux de me boycotter bientôt d'une manière qui ne m'appartient pas et d'affirmer toujours ma liberté sur les apparences. Je ne veux pas être accusé de tromper quelqu'un. Pour ''nourrir l'espoir''. Vais-je prétendre que je n'aime pas la bière au dîner? Ce n'est pas approprié! Et c'est pourquoi je pense, que puis-je faire si ma personnalité et ma façon de faire ne sont pas idéales, selon des attentes qui ne sont même pas dites ou mises à table? Je ferai quoi? faire semblant encore plus? Essayer de m'enfermer au moins, mais parfois c'est l'action offensante, puis reculer et ne pas agir, si vous avez tant besoin d'agir, essayez avec le maximum d'autonomie et avec la moindre intervention des autres. Je dépend toujours de mes parents. J'espère commencer cette année avec des perspectives d'indépendance complète et d'investissement financier. Pour me consacrer à mon plus grand projet de liberté: la libération des animaux, les centres de réhabilitation et la resocialisation des animaux emprisonnés ou le maintien de la liberté pour des animaux pacifiques, non morts et libres ... Finalement, l'indépendance financière me permettra d'aider ceux qui souffrent aussi du marché du travail capitaliste... Je dois être une source d'aide dans la mer des dévoreurs de l'âme... A quoi bon rejoindre les hypocrites et sourire joyeusement pour trouver une place dans le système? Au moins plus de temps pour penser et planifier comment échapper à la pauvreté totale tout en vivant sans attirer l'attention de ceux qui inventent des obstacles. Qui? Personne Vous seul pouvez courir par vous-même.
Seria realmente interessante se o meu tempo gasto como escritor, e péssimo por sinal, fosse aproveitado como alguma forma de lucro ou propaganda. Talvez eu não mereça, por defender ideias radicais e em um aspectro economico socialista. A falta de respaldo, financiamento, espaço, voz, é algo que faz parte de qualquer grupo autonômo ou mesmo minoritário. Eu não posso falar por grupo nenhum, o que faz de mim um solitário, mas apesar de solitário eu represento sim uma classe organizada. Se não posso me considerar um completo assexuado, posso sim me considerar parte do grupo de pessoas que são perseguidas por sua sexualidade, dentro ou fora do próprio meio social. Considero o meio social mais alternativo o ideal, pois é o único que me aceita pelo o que aparento ser, não pelo que sou. O que sou deve ao menos aparentar ser algo feito de plástico, no mínimo. O que é belo ali é muitas vezes o que não tem espaço no sentido mais mainstream da produção cultural. Enfim, nem lá eu tinha espaço porque apesar de bonito nunca tive a firmeza de lutar em uma guerra de imagens. Na juventude até me animava e tentar um visual mais clubber, pois inicialmente fui gótico, hoje porém sei que manter um visu incoerente com o mercado de trabalho me manteria ainda mais longe do mercado de trabalho, mas afinal quero eu me acorrentar ao mercado de trabalho? Também não, mas todo o resto se tornou para mim uma identificação ligada ao próprio consumo. Não preciso ter um estilo, não preciso seguir uma tendência visual. Mesmo assim, mesmo quando me sinto completamente encaixado no padrão vejo que estou tão distante, que as vezes esqueço até onde estou. Esses dias ouvi de um cara que quer deixar a barba crescer para ao menos fugir de uma beleza padronizada. Até isso, o desejo de corpos e nossa visão sobre nós mesmos. Estava olhando eu mesmo em espelhos e cada espelho posso estar um pouco mais ou menos bonito. Algumas vezes me enxergo até feio. Como se a luz acusasse aquele erro. Os diversos erros que enxergo em mim. Hoje estou feliz, bem tranquilo até, mas acordei com frio e cansado. Escrevo isso por qual motivo mesmo? Manter um histórico do meu estado mental no passado? Para o leitor que não sabe de meus hábitos ''mais íntimos'', tenho o costume de lutar com outros caras do meu tamanho, por diversão, por dinheiro... Jiu jitsu. Conheci uma casa com três rapazes em boa condição física e um mestre de jiu jitsu de 66 anos. O mestre ainda nos levou para jantar comida japonesa. Acho que errei porque fui o único a pedir uma cerveja, mas fazer o que, melhor me boicotar logo em caminhos que não são meus e afirmar desde sempre minha liberdade. Não quero ser acusado de enganar ninguém. De alimentar esperanças. Vou fingir que não gosto de uma cerveja no jantar? E é por ai que penso, o que posso fazer se minha personalidade e meu jeito não é o ideal, conforme as expectativas que nem ao menos estão ditas ou postas em mesa? Farei o que? Fingir ainda mais? Tentando me calar ao menos, mas as vezes é a ação que ofende, então recuar e não agir, se agir com o máximo de autonômia e com o mínimo de intervenção. Ainda dependo dos meus pais. Espero começar esse ano com perspectivas de completa independencia e investimento financeiro. Para me dedicar ao meu projeto maior de liberdade: libertação animal, centros de reabilitação e ressocialização de animais encarcerados ou criação pacífica, sem fins de morte, para animais livres... Enfim, a independencia financeira vai me permitir ajudar outros que também sofrem com o mercado de trabalho capitalista... Eu preciso ser uma fonte de auxilio nesse mar de devoradores... De que adianta me juntar aos hipocritas e sorrir feliz por encontrar um lugar no sistema? No mínimo mais tempo para pensar e planejar como escapar da pobreza total enquanto vivo sem chamar a atenção daqueles que inventam obstáculos. Quem? Ninguém. Só você pode correr por si mesmo.
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terça-feira, 5 de setembro de 2017
The hypocrisy of workers in the work reform - Brazil (post-coup era)
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| 1906, litografia de Gilles Grandjouan |
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Je pense que des gens comme moi, un gars travailleur, au milieu de mes 20 ans, prisonnier de cette forme d'organisation sociale du travail depuis toujours, et ce n'est pas tout à fait le cas de dire que nous n'avons plus de droits du travail, mais n'importe qui, n'importe quelle personne normale et pauvre au Brésil a travaillé pour des compagnies privées qui cherchent seulement plus de profit et je pense que personne n'est ou n'était heureux en vendant leur temps, que ce soit aujourd'hui ou hier, ou même dans le futur, et même alors nous continuons à travailler pour ces entreprises s'il n'y avait pas d'autres sorties et c'est notre hypocrisie. Les chaînes de fast-food ont toujours le pire des cas possibles, avec les histoires les plus effrayantes de films d'horreur B, qui est, j'ai moi-même travaillé comme vendeur de crédit, ordinateur (télémarketing) aux pauvres sans éducation financière, soi-disant pour les aider, en d'autres termes, combien de questions éthiques sont posées quand ils nous soumettent à travailler dans ces conditions diaboliques et toujours par des contrats? Ce n'est pas exactement ce qu'on appelle les emplois CLT ou tout autre travail informel. Les travailleurs contractuels temporaires, appelés intermittents, sont le nouveau visage de la main-d'œuvre sur le marché infernal du travail brésilien. À São Paulo, l'actuel maire de la ville a, pour discours principal, la logique du travail en tant que programme social. C'est le Brésilien Ronald Reagan lui-même, étant aussi une célébrité. Non plus seulement le fait que le salaire minimum a augmenté bien au-dessous de l'inflation, ce qui réduit leur pouvoir d'achat, mais maintenant, avec la réforme du travail, qui était déjà précaire et privatisée, est devenu encore pire, dans l'intérêt de ceux qui ont déjà les moyens de production. Les pauvres n'ont même pas droit au salaire minimum, seulement si cela est stipulé dans le contrat, car il existe maintenant une forme de travail appelée travail intermittent. Ce qui se passe en théorie dans un projet avancé de division du travail, où le travailleur obtient du temps libre une fois qu'il reçoit son argent par heure travaillée, étant à sa charge et intérêt à travailler plus ou moins. Ce qui n'est pas dit dans la publicité officielle, c'est que dans l'expérience de la grande ville, une grande partie de notre temps est perdue dans le transport public et ce qui reste n'est pas suffisant pour les loisirs et les études. Les travailleurs ont perdu le droit au temps libre et à l'éducation supérieure. Une grande partie de la classe ouvrière au Brésil et surtout la plupart des travailleurs à São Paulo, ma ville natale, continuer à travailler tous les jours sans repos, parfois même vendre le jour de congé, ceux qui ont encore un contrat formel et sont protégés par les anciennes normes de la législation. Beaucoup d'autres besoin de travailler dans deux emplois différents pour assurer un revenu décent, ce qui garantit un minimum de confort. Les familles n'ont pas le temps de s'occuper de leurs propres enfants. Les professions moins rémunérées sont méprisées par la classe dirigeante et même par une classe moyenne snob et disqualifiée à cause d'une idéologie méritocratique dans un pays avec un passé d'esclavagiste. Même les enseignants de São Paulo doivent se soumettre à la logique du travail incessant, supposé intermittent, en effectuant des journées doubles. Aujourd'hui, même les femmes enceintes doivent travailler sans congé de maternité. Parce que les droits étaient pratiquement suspendus et que le mensonge enveloppés ont été jetés dans la gorge par les médias traditionnels. Toute grève est passible d'emprisonnement ou de suspension de salaire. Pour ma génération a été promis un travail de quatre heures et une société de loisirs, ce que nous avons est la capacité de travailler douze heures et seulement gagner assez pour payer les factures, alors que le temps libre est criminalisée et des espaces de repos sont payés. Sans parler de l'embourgeoisement social et de la spéculation immobilière, qui met tout le monde en danger de indigence. Et Dieu seul, qui n'existe pas, sait comment Sao Paulo traite ses sans-abri. C'est le crime silencieux de ma ville. Ou le crime télévisé. Le temps de loisir est un moment d'épuisement dans la ville qui ne dort jamais. Pendant que vous dormez, le maire productif travaille.
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| O direito à preguiça. Paul Lafargue. 1848 |
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Oito horas de trabalho,
Oito horas de lazer,
Oito Horas de descanso
Melbourne, 1856
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| go for a beer young boy, you deserve it. |
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Please make a donation. I live in the third world and to continue any work, writing and artistic production, videos or images, I need your financial engagement to not end up in one of the mass exploitation factories of the Brazilian market dictatorship. Please!!!!! Any value counts, 50 reais (12,5 $) is little out there but it makes a big difference here.
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quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Taking action! Unite and resist against all forms of control and suppression of our individual-collective freedom
Well, I just decided that I'm going to only write in this form because in my native language, the brazilian portuguese, everytime I write something different or not exactly linked with the mainstream discourse I get discouraged and they get offensive, etc and so on. I mean, my purpose is create something about my life in the mid of the worst economic crisis in Brazil. Im trying to help myself and others, but always when we get a piece of newspaper, or read something online, the comments session in Brazil is far beyond fascists. The brazilians in general approve death penalty, mass imprisonment of youth, the prohibition of cannabis, they approve vengeance and crimes of honor, as someone feels like being dishonor and then the crazy one simple kills the relative one because some old school idea about shame or values, so Im living around these crazies with crazy morals, where hate and violence is in many ways or in many general "average joe mindset" something to strive for. Being the powerful one, the master of violence are the values for living, doesn't really matter if they want to be part of the bourgeois police or become king of drug dealing, or even prostitutes and organized pop funk music scene, its power that counts. "Baile de Favela" (Party in favela) its a famous song right now. I mean, its kind of obviously the music industry is for money laundry, as the churches and gas stations. This is my country. Im afraid of expose my own thoughts because people in general will threat me in awkward to not say dangerous and disrespectful words or actions. In today's government we can even being charged with ''crimes'' for rise up against some injustices. I know some leftists who will be charge in the first opportunity as terrorists ou some organized group. In other direction, we have all the right wing parties and so called social organized people who will receive unspeakable amounts of money by the post-impeachment new rethoric of power. MBL (Free Brazil Movement) is a financed group of young (politicians who are not policians, but well disposed activists) without actual formal education, they're responsable for spreading alternative news and independent speeches (even if these so called political-neutral speech are all right wing rethoric), so I'm living in this mess, and need your help, to stay aware and fully capable of write my own perceptions, with or without censorship, even if these censorship is propaganda based or by social network pressure. Being on internet makes possible beg for financial support to resistence against the standardized mainstream media, because in my own country people like me does not get government support. Im not punk or hippie, I am a normal working class guy. I am not crazy. I am not delusional. I'm not wrong. They're all against human rights, I'm feel devasted because im kind of hoping for the best and my society is corrupt as a whole. I am corrupt sometimes, I drink, make sex and commit errors.
But its not me who is wrong. I'm just hoping for a better society, and my only possibility is at least saying no forever to the lies and scream out and loud for freedom of living with my own means and against all the moral coersion, against fake austerity measures, against unemployment, against all kinds of symbolic, psychological and physical violence. In Brazil $15 counts a lot. We live in general scarcity so $15 helps a lot to maintain some projects or demand new ones. Send me some project. At least I'm trying to be sincere about my reality. Sorry for the broken english and help.
But its not me who is wrong. I'm just hoping for a better society, and my only possibility is at least saying no forever to the lies and scream out and loud for freedom of living with my own means and against all the moral coersion, against fake austerity measures, against unemployment, against all kinds of symbolic, psychological and physical violence. In Brazil $15 counts a lot. We live in general scarcity so $15 helps a lot to maintain some projects or demand new ones. Send me some project. At least I'm trying to be sincere about my reality. Sorry for the broken english and help.
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quarta-feira, 16 de agosto de 2017
What I think about the actual goverment in Brazil (2016 - 2017)
PMDB out, future party MDB out, we already know that they will return the roots of bipartisan dictatorship. In short, they were the lackeys of exploratory capitalism of natural wealth, where they suck (our respectful vampires) everything from the richest nation in South America, and at the same time any little distribution for the population, in the value of symbolic financial aids, is the object of scorn and counter propaganda or even considered a sin by the so-called liberal economists, but liberalism is in favor of freedom and in a democracy one can not pretend that everyone has the same access and STRUCTURAL conditions of correct development (personal). Does the structure allow the emancipation of the subjects in a society based on financial Exchange as the superstructure disseminate in the medias? How many free and quality leisure spaces are offered to the population? How many free options for personal development and social achievement actually exist and are well publicized? Meanwhile the PDMB, future MDB, lives on dreams of wealth, with paid suits and hearty meals, prostitutes and weekly parties, with teens like Kim and Holiday earning far more money than hardworking families that are with no clue why they remain so poor, money earned In exchange for the spread of lies to keep the brazilian average joe imprisoned in underpaid and underpaid jobs; And the PSDB voted not to vote and at most to support (in exchange for political office in the government) the new political organization of the nation: an organization that has always been in power and has been in command of the congress ever since.
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"We're without money" - Carlos Latuff (brazilian letf-wing cartoonist) |
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Por favor faça uma doação. Eu vivo no terceiro mundo e para continuar qualquer trabalho, de escrita e de produção artística, vídeos ou imagens, preciso de sua ajuda para não acabar em uma das fábricas de exploração em massa da ditadura do mercado brasileiro. Por favor!!!!! Qualquer valor importante, 50 reais é pouco lá fora mas faz grande diferença aqui.
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quinta-feira, 25 de maio de 2017
Ocupação em Brasília e Fora Temer / Occupy Brasilia (Brazil's political capital center) and Coupist Temer out!
The name of the event is more symbolic than fatidical because there was no occupation, just the old political staging of the dissatisfaction of the conscious popular groups. Political consciousness and autonomy of thought are directly linked. Many civil society groups do not yet understand what is the withdrawal of their rights and other issues, but there is a critique of the models of institutions that have formed in the past and that today no longer represent the model of the present. Model that is imposed by the capital. The State is one of those historical institutions that, although they remain immersed in the past, continue to be updated according to the interests of the same old elite, with fresh faces. These moments of widespread popular discontent, of strikes from different categories, only make the lie that is the dispute over power even more apparent as a lie. What is sold tells us that we are living a dispute between the right-wing extremists and the left-wing groups, and that this must be done through a just representative democracy, but it is not said that whoever represents us there can only achieve some representation after be part of the same processes and buy the same accesses. I speak, for example, of buying a physical or virtual pamphlets and I do not refer to the bribes, there is also the purchase of more time on television networks, which by the way are just another state apparatus because of the evident negotiations inside the same political group by new or larger concessions. What exists is not a dispute between two poles of power and influence, but the quest for total control of the working class by a political and class elite. The base and the top are organized in search of their humanitarian ideals, and many search for individual and petty reasons, others for reasons of faith or common good, yet what is decided and how it is decided always is decided from this top with undeniable power, elite who sometimes acts as the good and humanitarian cop and other times becomes the fascist and torturer policeman, a class group that only slows down it's exploitation when, with much effort, the cries of the miserable and impaired in the process of economic renewal can be heard, almost than by a miracle, or perhaps by the sense of justice of some members of this very wealthy political elite, who may potentially be persecuted by the state machine. Because internal machine processes buy support and external processes buy henchmen. It is funny how they try to convince the mass that was not a coup, and with the successive scandals, in addition to the condemnation that prevents the illegitimate president from exercising any public office for eight years and all his ministers are being investigated, apart from the good tone that the The government tries so hard to pass on with finesse and other beautiful words with the president Temer's paulista accent, that's it an accent from the city of Sao Paulo (considered the locomotive of the nation only by the "paulistas" themselves), and other ministerial intrigues that make it clear that it was a coup and all the other symptoms like the brazen purchase of greater media support, it is clear that the wishes of this class would be imposed. Despite the dominant narrative, at least the national narrative, to consider the illegitimate president as constitutional president, despite discussions of the very constitutionality of an impeachment orchestrated by no less than the mayor bought with money from corruption, despite all this, my reasons are others. I think it was a coup because they did not hesitate to further exploit the forest and indigenous reserves, did not hesitate to sell the small national efforts for foreign capital, did not hesitate to withdraw the funds from cultural programs and other efforts of a more civilized society. These people are those who consider a fairer and healthier society, with more leisure time, as a society of vagabonds, because to them the right is a gray industry, which feeds on human flesh, with all rivers polluted, with indigenous people killed and displaced and with poor massacred prisoners. It is not by chance that the slogan of the military police of Sao Paulo, capital of the current constitutional president Temer, who is part of the PMDB, is "the police that imprison the most" and "370 people are arrested daily", a political party that punishes it's members or party members friends only in fiery pyrophagias that do not change the exorbitant values in the secret accoutns of those who are investigated, but do not hesitate to punish the poor with the loss of full retirement or even worsen the situation of the informal worker because they do not consider the working class, those who are exploited in fact, as humans and citizens, on the contrary, they just increased the investment in all state apparatus that operate in a segregating or in a repressive sense. They take the money from the culture public budget, they destroy the family of the poorest people with even more labor (time), forced, because we are all obliged to pay the rent of real estate under the rentier capital, they leave young people in precarious schools, encourage violence in these spaces, manufacture and sell guns, arrests deviants, juveniles with minor crimes are punished with absurd convictions (sometimes they are arrested for planting cannabis and simple users end up as traffickers), and some sectors of the elite still encourage the distribution of arms and illegal trade in military armor within the nation itself, to further promote a war that has no end because there is an investment in it, even by security companies, and so on goes the history.
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O nome do evento é mais simbólico que fatidíco porque não houve ocupação, apenas a velha encenação política da insatisfação dos grupos populares conscientes. Consciência política e autonomia do pensamento estão diretamente ligadas. Muitos grupos da sociedade civil não entendem ainda o que é a retirada dos próprios direitos e outra questões, entretanto existe a crítica dos modelos de instituição que se contituiram no passado e que hoje não representam mais o modelo do presente. Modelo que é o imposto pelo capital. O Estado é uma dessas instituições históricas que apesar de continuarem imersas no passado continuam se atualizando conforme os interesses da mesma velha elite. Esses momentos de insatisfação popular generalizada, de greves com diversas categorias, só deixam ainda mais aparente a mentira que é a disputa do poder. O que é vendido nos diz que vivemos uma disputa entre os desmandos da direita e a vontade da esquerda, e que isso deve ser feito através de uma justa democracia representativa, mas não é dito que quem nos representa por lá só pode conseguir alguma representação após fazer parte dos mesmos processos e comprar os mesmos acessos. Falo por exemplo em comprar uma panfletagem física ou virtual e não me refiro propriamente em propina, existe também a compra de horários comerciais nas redes televisivas, que por sinal são só mais um aparato estatal em razão das negociações evidentes no interior do mesmo grupo político por novas ou maiores concessões. O que existe não é uma disputa entre dois polos de poder e influência, mas a busca pelo controle total da base trabalhadora por uma elite política e classista. A base e o topo se organizam na busca de seus ideais humanitários, e muitos por razões individuais e mesquinhas, outros por questões de fé ou bem comum, mesmo assim o que é decidido e como é decidido surge sempre desse topo com poder incontestável, elite que ora se faz de policial bonzinho e humanitário e ora se faz de policial fascista e torturador, grupo classista que apenas diminui seu ritmo de exploração quando, com muito esforço, os gritos dos miseráveis e prejudicados no processo da renovação econômica conseguem ser ouvidos, quase que por milagre, ou talvez pelo senso de justiça de alguns membros dessa mesma elite política riquisíssima, que potencialmente podem vir a ser perseguidos pela máquina do Estado. Porque os processos internos da máquina compram apoio e os processos externos compram capangas. É engraçado como tentam convencer a massa que não foi golpe, e com os sucessivos escandâlos, além da condenação que impede o presidente ilegítimo de exercer qualquer cargo público por oito anos e todos os seus ministros serem investigados, fora esse descompasse do bom tom que o governo tenta tanto passar, com tamanho esforço, de finesse e outras palavras bonitas de paulistas que se consideram a locomotiva da nação, e outras intrigas ministeriais que deixam claro que foi golpe e todos os outros sintomas, como a compra descarada de maior apoio midiático, fica claro que os desejos dessa classe seriam impostos. Apesar da narrativa dominante, ao menos a narrativa nacional, considerar o presidente ilegítimo como presidente constitucional, apesar das discussões da própria constitucionalidade de um impeachment orquestrado por nada menos que o presidente da câmara comprado com dinheiro da corrupção, apesar de tudo isso, minhas razões são outras. Considero que foi golpe porque não hesitaram em explorar ainda mais as reservas florestais e indigenas, não hesitaram em vender os pequenos esforços nacionais para o capital estrangeiro, não hesitaram em retirar a verba de programas culturais e outros esforços de uma sociedade mais civilizada. Esse pessoal é o que considera uma sociedade mais justa e mais saudável, com mais tempo de lazer, como uma sociedade de vagabundos, porque pra eles o certo é uma indústria cinza, que se alimenta de carne humana, com todos os rios poluídos, com indigenas mortos e desalojados e com pobres massacrados presos. Não é por acaso que o slogan da polícia militar de São Paulo, capital do atual presidente constitucional Temer, que faz parte do PMDB, seja "a polícia que mais prende" e "370 pessoas presas ao dia", partido que pune os seus membros ou membros dos partido amigos apenas em mirabolantes pirofagias que em nada mudam os valores exorbitantes dos investigados em suas contas secretas, mas não hesitam em punir o pobre com a perda da aposentadoria integral ou até pioram a situação do trabalhador informal por não considerarem a base da base, os explorados de fato, como humanos e cidadãos, ao contrário, aumentam o investimento em todos os aparatos do Estado que funcionem em sentido segregador. Retiram a verba da cultura, destroem o núcleo familiar dos mais pobres com ainda mais trabalho, forçado, porque todos nós somos obrigados a pagar o aluguel do setor imobiliário comandado pelo capital rentista, deixam os jovens em escolas precárias, incentivam a violência nesses espaços, prendem sem fins de ressocialização os desviantes, jovens com crimes leves são punidos com condenações absurdas (as vezes são presos por plantar cannabis e simples usuários acabam como traficantes) e alguns setores da elite ainda incentivam a distribuição de armas e comércio ilegal de armanento bélico militar no interior da própria nação, para fomentar ainda mais uma guerra que não tem fim porque existe um investimento nela mesma, até pelas empresas de segurança, e por aí vai a história.
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| Pelo fim da Repressão à Sociedade Civil Desarmada. Aproveitando uma cervejinha de consumo popular. |
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