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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Nothing to say, nothing to do, no news.

Faz um tempo que não paro e penso um pouco sobre tudo, por esse meio, a escrita. É possível passar dias falando consigo mesmo, no inconsciente, as vezes até quebrando o silêncio e literalmente começo a conversar comigo, repasso tudo o que errei ou o que devo fazer, meus planos, inseguranças, receios. Lembro que em 2019, logo no começo do ano, sofri um acidente e fiquei 3 meses recuperando de uma fratura na clavícula. Cai de bicicleta em uma rua perto de casa porque não vi uma construção deixada sem avisos, mas o aviso deveria ser eu mesmo, uma vez que tinha reparado na construção quando ainda era dia, porém sou realmente distraído, preocupado comigo mesmo e com todas as rotinas diferentes que preciso cumprir, chapado ainda, realmente me esqueci completamente daquela construção, por isso errei, pela falta de atenção com minha própria integridade, minha bicicleta sem lanterna, plaft, coisa de minutos ou segundos estava no chão, sangrando, sem mexer um braço. Tive a sorte de me recuperar integralmente, perdi 3 meses de dinheiro que não fiz, ganhei uma calcificação torta sobre a fratura, alguns pontos na cabeça e é claro promessas de gente que nunca me ajudou, mas deveriam me ajudar? Nunca foi nenhuma obrigação, mas não me prometa que vai me levar algo pra me ajudar e daí não leve e faça silêncio, era melhor que não houvessem prometido nada em primeiro lugar. Quem sou eu pra julgar os outros, se sou eu que fujo e abandono a todos? Mas ficar em um lugar tem seus custos, nunca foi realmente uma fuga, mas uma busca por outras formas de continuar existindo, então não podia permanecer e tive que ir para outro lugar, mas já quero ir para outro lugar novamente, não como cigano, mas como jovem que pretende-se livre. Liberdade para viver pobre precisando de favores? Fui enganado, fui roubado, fui usado, mas a culpa foi minha, porque com a idade que eu tenho deveria saber mais sobre o que fazer ou como fazer. Mesmo assim as vezes me olho no espelho e não tenho uma única pista do meu caminho. Hoje quero sempre que possível faire d'business, mas fica difícil quando todos são adolescentes ou desempregados. Também não posso culpar o meu meio social, uma vez que se estou lá é porque também faço parte de algo ali, caso contrário nem mesmo estaria, mas as vezes não estou realmente, porque estou cuidando dos meus business pessoais. Desse ponto é um passo para ser chamado de egoísta. Queria poder contribuir mais com minha família e isso tem me aterrorizado emocionalmente, minha inépcia, meus primos (mais velhos ou mais novos) tem já seus negócios reais, casamento, dinheiro para viajar realmente e eu tenho o que? Um rosto bonito? Nem sou tudo isso, apesar de algumas pessoas tentarem me convencer de que sou algo que não sou, tento viver cada vez mais como mais um camponês sem nome, vivendo humildemente minha pequena existência em algum lugar distante, mas quando chego nesse lugar é ainda mais perto de casa, porque é como se minha casa sempre estivesse ali, por que não posso contribuir com eles? Eles que merecem contribuição, não esses espaços de interesseiros e farsantes. Mas chega a ser pior, as vezes sou eu que preciso de qualquer contribuição, qualquer ajuda financeira, para simplesmente poder viver como um pobre! Preciso de ajuda financeira para ser pobre em um país de terceiro mundo, e essa pra mim é uma grande piada porque ainda por cima me acusam de playboy, se soubessem como fico culpado todas as vezes que recebo qualquer favor ou dinheiro da minha família... Se soubessem como foi dificil ficar três meses sem poder trabalhar para levantar meu próprio dinheiro e voltar a dependência da família, como um inútil, ao invés de contribuir, dilapidando o pouco dinheiro dos meus pais porque o imbecil não tinha uma grana de reserva, por outro lado tenho que me felicitar por ter sobrevivido e administrado meus poucos recursos de forma muito eficiente, precisando realmente de uma ajuda, mas nada fora do comum, se serve como desculpa jamais exigi que me mantivessem de qualquer forma, sempre corri atrás e quem me conhece pessoalmente sabe que trabalho até dois horários ou quando for possível, mas ainda assim é suficiente para apenas "viver bem", eufemismo para a realidade do trabalhador honesto, vida independente, mas nao quero ser apenas independente, quero um dia poder ajuda-los de alguma forma, porque não aceito viver às custas de ninguém.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Class consciousness. Conscience de classe. Consciência de classe.

This is a story I lived in travelling times. After exchanging a few words and accompanying an enlightened member of the left-wing, I was received in a beautiful apartment with several rooms in one of the most expensive areas of the city of Rio de Janeiro. There, after smoking a joint, listening to music and talking about politics, I was very well received, but I could not stay in the place. I was traveling, without a place to stay the night, and I did not want to pass the street. Seeing that I was a traveler and had nowhere else to go, my host soon said he did not feel comfortable in allowing me to stay for a single night. A fucking single night. He offered me coffee, water, and chocolate. More coffee. It allowed me to take a shower. It was really helpful. I realized his great collection of books and luxury. A photo of Che Guevara and Fidel Castro among porcelain from other countries. Great musical taste. Although the host did not drink, there was a very expensive bottle of drink on the table. There was food in the refrigerator. He offered me dinner. But a place to sleep was too much. Even though there is a balcony. The dog could not stand my presence. He had bitten me in the face. No one is obliged to receive someone, but I was not exactly a stranger. And solidarity is not the first word of the leftist's vocabulary? Maybe he was not a socialist. He was another capitalist. He began to offend me. In a polite way. It was clear I was not welcome. Ask for a sheler to spend a single night was asking too much. I suspect it was due to tension. He did not consider me an equal, but a minor in his hierarchy of capital. I just leave because I could not stay, after experiencing a little consciousness awareness of the things I could have and had not at that moment. It was really helpful. Then I stayed the night at a local bar. In company with women from other countries. Solidarity is something I have alongside other workers. Even those without class consciousness. The poorest have even given me money, for no reason, just helping. The richest people discuss poverty in Ipanema, sitting in air-conditioned rooms with TV and elegantly decorated rooms. There was even a sofa. But the dog was not happy. The host was not comfortable. Portrait of Brazil.



C'est une histoire que j'ai vécue à l'époque du voyageur. Après avoir échangé quelques mots et accompagné un membre informé de la gauche, j'ai été reçu dans un bel appartement avec plusieurs chambres dans l'une des zones les plus chères de la ville de Rio de Janeiro. Là, après avoir fumé un marijuana, écouté de la musique et parlé de politique, j'ai été très bien reçu, mais je ne pouvais pas rester à la place. Je voyageais, sans endroit pour rester la nuit, et je ne voulait pas passer la rue. Voyant que j'étais un voyageur et que je n'avais nulle part où aller, mon hôte a bientôt déclaré qu'il ne se sentait pas à l'aise de me permettre de rester une seule nuit. Il m'a offert du café, de l'eau et du chocolat. Plus de café. Cela m'a permis de prendre une douche. C'était vraiment utile. J'ai réalisé sa grande collection de livres et de luxe. Une photo de Che Guevara et Fidel Castro parmi la porcelaine d'autres pays. Grand goût musical. Bien que l'hôte ne buvait pas, il y avait une bouteille de boisson très chère sur la table. Il y avait de la nourriture dans le réfrigérateur. Il m'a offert le dîner. Mais un endroit pour dormir était trop demander. Même s'il y a un balcon. Le chien ne pouvait pas supporter ma présence. Il m'avait mordu au visage. Personne n'est obligé de recevoir quelqu'un, mais je n'étais pas vraiment un étranger. Et la solidarité n'est pas le premier mot du vocabulaire de la gauche? Peut-être qu'il n'était pas socialiste. Il était un autre capitaliste. Il a commencé à m'offenser. D'une manière polie. Il était clair qui je n'était pas le bienvenu. Demander un lieu pour passer une nuit était beaucoup à demander. Je soupçonne que c'était dû à la tension. Il ne me considérait pas comme un égal, mais comme un mineur dans sa hiérarchie du capital. J'ai essayé de partir parce que je ne pouvais pas rester, après avoir éprouvé un peu de conscience des choses que je pouvais avoir et que je n'avais pas à ce moment-là. C'était vraiment utile. Ensuite, j'ai passé la nuit dans un bar local. En compagnie de femmes d'autres pays. La solidarité est quelque chose que j'ai avec d'autres travailleurs. Même ceux sans conscience de classe. Les plus pauvres m'ont même donné de l'argent. Les plus riches parlent de la pauvreté à Ipanema, assis dans des chambres climatisées avec télévision et des chambres élégamment décorées. Il y avait même un canapé. Mais le chien n'était pas content. L'hôte n'était pas à l'aise. Portrait du Brésil.




Esta é uma história que vivi em tempos de mochileiro. Após trocar algumas palavras e acompanhar pela internet um membro da esquerda esclarecida fui recebido em um belo apartamento, com vários quartos, em uma das regiões mais caras da cidade do Rio de Janeiro. Lá, após fumar um baseado, ouvir música e conversar sobre política, fui muito bem recebido, mas não pude permanecer no local. Estava viajando, sem um lugar para passar a noite, e não queria passar na rua. Vendo que eu era um viajante e não tinha outro lugar para ir, o meu anfitrião disse logo não se sentir confortável em permitir minha estadia por uma única noite. Me ofereceu café, água e chocolate. Mais café. Me permitiu tomar um banho. Foi sim de grande ajuda. Percebi sua grande coleção de livros e luxo. Uma foto de Che Guevara e Fidel Castro em meio a porcelanas de outros países. Grande gosto musical. Apesar do anfitrião não beber, havia uma garrafa de bebida muito cara sobre a mesa. Havia comida na geladeira. Me ofereceu um jantar. Mas um lugar para dormir era demais. Mesmo havendo uma sacada. O cachorro não suportaria minha presença. Havia me mordido no rosto. Ninguém é obrigado a receber alguém, mas eu não era exatamente um desconhecido. E solidariedade não é a primeira palavra do vocabulário da esquerda? Talvez ele não fosse um socialista. Era outro capitalista. Passou a me ofender. De forma educada. Ficou claro que não era bem vindo. Pedir um teto para passar uma madrugada era pedir muito. Desconfio que foi devido a tensão. Não me considerou um igual, mas alguém menor na sua hierarquia do capital. Tratei de ir embora, porque não poderia ficar, após experimentar um pouco a consciência das coisas que poderia ter e não tinha naquele momento. Me foi sim de grande ajuda. Depois suportei a noite em um bar local. Em companhia de mulheres de outros países. Solidariedade é algo que tenho ao lado de outros trabalhadores. Mesmo aqueles sem consciencia de classe. Os mais pobres já me deram até dinheiro. Os mais ricos discutem a pobreza em Ipanema, sentados em salas climatizadas, com televisão e salas decoradas de forma elegante. Havia até mesmo um sofá. Mas o cachorro não estava feliz. O anfitrião não estava confortável. Retrato do Brasil.






go for a beer young boy, you deserve it.

Please make a donation. I live in the third world and to continue any work, writing and artistic production, videos or images, I need your financial engagement to not end up in one of the mass exploitation factories of the Brazilian market dictatorship. Please!!!!! Any value counts, 50 reais (12,5 $) is little out there but it makes a big difference here.


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domingo, 8 de outubro de 2017

Profligacy and debauchery. Putaria e libertinagem.

It's the slogan of my personal flag. Some people called it wrong, but I called it freedom of being whatever you want, since you do not hurt anybody and have fun, so why not?  Why do I need to maintain this facade of morality? Am I a religious guy? Do I believe in hell? Hell isn't even in the bible, so how can I believe in something that doens't exist in the supposedly religion itself? There's hell in some fictional narratives or greek mythology, but it's not that image that was selled to us by movies and tv shows, with fire and animals, and spiritual beings with hatred, and floating things, and torture, right? The only thing real in the narrative is the torture itself, physical or psychological, is almost a habit among religious, to punish and want to punish others for values that are completely imaginary. How can people consider the ideia as a serious thing? A place with fire. This doesn't even exist in the whole bible. And we have more, with Lucifer, himself, as the rebellious anti-god representation of power in a fucking throne. Why do they need a fucking throne? Nobody got a throne in these days, will be a chair, maybe some department. I know many devils in the departments already. I don't need a demon to understand how the exploitation and capitalist hierarchy works. God and Christ are white guys. With position of power. Any person who defies that power is banned. In the department will be the next jobless. Jobless in a godless world. If God really exist how he can permit those capitalists leechs stealing the means of production and correct distribution of resources? I guess he don't. It's only a materialistic reality made by workers hands. Where's the angels and the Sodoma moral thing? It's was a nuclear war written as how the period saw it? How hindu religions of past would reproduce the image of an actual war? Each epoch has its very own writing style, an aesthetics... But in these old written fictional stories the war had religious and spiritual meaning, for enlightment of humanity purposes. Our war is only for human profit and greed. It can be more wrong and more fake, surprisingly.



Fisting and screaming brazilian flag.




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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

What I think about the actual goverment in Brazil (2016 - 2017)


PMDB out, future party MDB out, we already know that they will return the roots of bipartisan dictatorship. In short, they were the lackeys of exploratory capitalism of natural wealth, where they suck (our respectful vampires) everything from the richest nation in South America, and at the same time any little distribution for the population, in the value of symbolic financial aids, is the object of scorn and counter propaganda or even considered a sin by the so-called liberal economists, but liberalism is in favor of freedom and in a democracy one can not pretend that everyone has the same access and STRUCTURAL conditions of correct development (personal). Does the structure allow the emancipation of the subjects in a society based on financial Exchange as the superstructure disseminate in the medias? How many free and quality leisure spaces are offered to the population? How many free options for personal development and social achievement actually exist and are well publicized? Meanwhile the PDMB, future MDB, lives on dreams of wealth, with paid suits and hearty meals, prostitutes and weekly parties, with teens like Kim and Holiday earning far more money than hardworking families that are with no clue why they remain so poor, money earned In exchange for the spread of lies to keep the brazilian average joe imprisoned in underpaid and underpaid jobs; And the PSDB voted not to vote and at most to support (in exchange for political office in the government) the new political organization of the nation: an organization that has always been in power and has been in command of the congress ever since.


"We're without money" - Carlos Latuff (brazilian letf-wing cartoonist)


Fora PMDB no poder, fora futuro mdb, já sabemos que vão retornar as raízes da ditadura bipartidarista. Enfim, fora lacaios do capitalismo exploratório das riquezas naturais, onde sugam tudo (nossos respeitáveis vampiros) da nação mais rica da américa do sul e ao mesmo tempo qualquer pouca distribuição mínima para a população, no valor de esmolas simbólicas, é alvo de escarnário e propaganda contrária ou mesmo considerado pecado pelos economistas ditos liberais, mas o liberalismo é a favor da liberdade e em uma democracia não se pode fingir que todos tem o mesmo acesso e condições ESTRUTURAIS do correto desenvolvimento. A estrutura permite a emancipação dos sujeitos em uma sociedade baseada na troca financeira como a superestrutura propaga nas mídias? Quantos espaços de lazer, gratuitos e de qualidade são ofertados para a população? Quantas opções gratuitas de fomento e capacitação pessoal realmente existem e são bem divulgadas? Enquanto isso o PDMB, futuro MDB, vive sonhos de riqueza, com ternos pagos e refeições fartas, prostitutas e festas semanais, com adolescentes como kim e holiday ganhando muito mais dinheiro que pais de família sem nenhuma pista do porque continuam tão pobres, dinheiro ganho em troca de propagação de mentiras para manter o average joe brasileiro aprisionado em empregos subalternos e mal remunerados; e o PSDB votou por não votar e no máximo apoiar (em troca de ministérios) a nova organização política da nação: organização que sempre esteve no poder e que comandava o congresso desde sempre.

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Por favor faça uma doação. Eu vivo no terceiro mundo e para continuar qualquer trabalho, de escrita e de produção artística, vídeos ou imagens, preciso de sua ajuda para não acabar em uma das fábricas de exploração em massa da ditadura do mercado brasileiro. Por favor!!!!! Qualquer valor importante, 50 reais é pouco lá fora mas faz grande diferença aqui.


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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Prospects for the future and getting away

As soon as I finished my first degree, with great effort, I joined the statistics of unemployed young people in a country in crisis. It was possible to get some employment in the period, but the options available did not excite me any enthusiasm (because they are torture basically). I then decided to go back to a second graduation, a choice that would allow me to save some money (something I should have done while in the first degree) and have a greater time of decision and reflection on the next steps. I do not feel fulfilled because I am somewhat excluded from the job market, because I am a bachelor and not a licensed teacher, due to my own choice, but I did not expect it to be so difficult for a bachelor of my field to find any placement. In that time between one graduation and another, and even in the first semester of the second graduation, I got emotionally involved with some people and I have my regrets about those relationships. I should devote myself more to studies, to reading, and also to produce any merchandise so as not to be in such a precarious situation for so long. If I have any income today it is because I am a university student and have had access to the internship system in the State of Mato Grosso. Internship is just a way to hire us without having to pay so many rights. In Sao Paulo, internships can still sign you a contract, guarantee transportation and food. Most of this is just money for daily costs at the minimum. That's what I'd like to talk about. I only do internship today because I have had all my documents notarized or signed by hand dismissed. Rejected due to dates, because they are out of date, months in advance. The date refers to my last moment in Sao Paulo, before finally leaving for MT. My parents have no condition whatsoever to keep me anywhere and again I was forced to make some income in some way, and in the midst of crisis. If I had a scholarship, I could dedicate myself to my studies, completely, but I was denied, like so many others. My schedules and many electives that I need to attend are incompatible with my work routine or with my coefficient, very low because of the failures due to lack of time or going to my grades in the first semester (for reasons other than my lack of dedication). I seriously think of changing course and campus, because although I study in the campus of Cuiabá, I was institutionally connected to another campus and believe that I will have more opportunities in a better structured place with an other university. I am in doubt between civil engineering or letters with qualification in French. French will not guarantee me the job market. Maybe not even engineering. Is the title worth anything? Who do I want to impress? The other?

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Assim que terminei minha primeira graduação, com muito esforço, entrei para as estatísticas de jovens desempregados em um país em crise. Era possível conseguir algum emprego no período, mas as opções disponíveis não me causavam qualquer entusiasmo. Resolvi então voltar para uma segunda graduação, uma escolha que me permitiria guardar um dinheiro (algo que deveria ter feito na primeira graduação) e ter um tempo maior de decisão e reflexão sobre os próximos passos. Não me sinto realizado porque estou de certa forma excluído do mercado de trabalho, porque sou bacharel e não licenciado, por escolha própria, porém não esperava que fosse tão difícil para um bacharel de minha área encontrar qualquer colocação. Nesse tempo entre uma graduação e outra, e até mesmo no primeiro semestre da segunda graduação, me envolvi emocionalmente com algumas pessoas e tenho meus arrependimentos sobre essas relações. Deveria me dedicar mais aos estudos, à leitura, e também produzir qualquer mercadoria para não ficar em situação tão precária. Se tenho hoje qualquer renda é por ser universitário e ter tido acesso ao sistema de estágio do Estado de Mato Grosso. Estágio é só uma forma de nos contratarem sem precisar pagar tantos direitos. Em SP os estágios ainda podem assinar sua carteira, garantem transporte e alimentação. Aqui em sua maioria é só uma bolsa de custeio. É sobre isso que gostaria de falar. Só faço estágio hoje porque tive todos os meus documentos autenticados ou assinados a mão indeferidos. Indeferidos em razão de datas, por estarem desatualizados, com meses de antecedência. A data se refere ao meu último momento em SP, antes de partir definitivamente para MT. Meus pais não tem condição alguma de me manter em qualquer lugar e novamente me vi obrigado a fazer alguma renda de alguma forma, e em plena crise. Se tivesse bolsa poderia sim me dedicar aos estudos, completamente, mas fui indeferido, como tantos outros. Meus horários e muitas eletivas que preciso cursar são incompatíveis com minha rotina de trabalho ou com meu coeficiente, muito baixo em razão das reprovações por falta ou nota do primeiro semestre (por diversas razões outras que minha pouca dedicação). Penso seriamente em trocar de curso e de campus, pois apesar de estudar no campus de Cuiabá, institucionalmente sou ligado a outro campus e acredito que terei mais oportunidades em um lugar mais bem estruturado e com corpo docente mais antigo. Estou em dúvida entre engenharia civil e letras com habilitação em francês. Francês não vai me garantir mercado de trabalho. Talvez nem mesmo engenharia. O título vale alguma coisa? Quem eu quero impressionar? O outro?

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Work in Brazil. Trabalho no Brasil.


When I was younger I thought the natural way would be to end up as a bank clerk or even a manager from anywhere. Today I know that these perspectives do not fit into my profile anymore and I very much suspect that I will never be hired by any company. I'm no longer a teenager and just thinking that I will not be able to retire and it is already reason enough to rethink my options. In Brazil they want to force us to work 12 hours straight, with little or no labor law. No chance for court settlements. So far I have worked as a internship, earning a minimum amount. It is not the first time that I become an intern, better to earn little and work less than to grow old in the arms of the work that supposedly release me. It frees who makes a good amount, frees those who have no social conscience or frees those who do not identify at all with the exploited class. And all those who get good offices are also truly well-adapted, unlike me, who somehow renegotize the values ​​that are at stake. I do not want to compete. I hate the idea of ​​being proactive. I hate spending time in a room for so little. Which is not a complaint, because at least I'm sitting while work. It could be easier and could be doing the same for a suitable salary. The right thing would be to do the same for a real salary. I applied for so many different jobs, some of are public tests, and so far they have not ever called me. I suspect that I will never be called. By the score, by the number of places, etc. I passed in several, but between passing and taking possession of any position are other worlds and other passages. I am in Mato Grosso, a city that has not stopped the crisis and without much to do. If it were not for this internship, I would be out of money. I sent resumes up to the mall stores. I am 27 years old and have a degree, but no job. Those who win jobs are those who are part of the excuse sponsorship. I hate the youth representatives like Fernando Holiday and Kim Katagiri. They make money to disinform the population. Should not that be forbidden? My internship contract lasts two years. It's a short time, I know, but the biggest problem, in my opinion, is the job market. I'm going to work where? What are the other possible outputs? I can not even compete for a spot in the paper. You should exile me at university, try a masters degree. I do not have a project. It's not such a bad idea. Traveling is another will. Travel how and with what money? Hippie friends exclaim that I do not need money to travel, but it is very easy to say that if their change is handcraft or music. Ordinary people like me do not have the same right? Do I really need to juggle if I do not want to starve? Should we not be living the goal of full employment, including for any foreigner who wants to work? A person without talents travels like how? I can not even make caricatures to raise money. I want to be able to travel, get to another city, get government support, and be sent to a job. Is it too much to ask? Having access to a job with adequate salary for at least my survival, is a lot to ask?

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Quando era mais novo considerava que o caminho natural seria o de acabar funcionário do banco ou mesmo um gerente de qualquer lugar. Hoje sei que essas perspectivas não se enquadram mais em meu perfil e desconfio muito que serei contratado por qualquer empresa. Não sou mais um adolescente e só de pensar que não conseguirei me aposentar tão cedo já é motivos de sobra para repensar minhas opções. No brasil querem nos obrigar a trabalhar 12 horas seguidas, com pouco ou nenhum direito trabalhista. Sem chance de acordos judiciais. Até agora tenho trabalhado como estagiário, ganhando uma quantia mínima. Não é a primeira vez que me torno estagiário, melhor ganhar pouco e trabalhar menos tempo que envelhecer nos braços do trabalho que supostamente liberta. Liberta quem ganha uma boa quantia, liberta quem não tem consciência social alguma ou nem ao menos se identifica com quem tem menos. E todos esses que conseguem bons cargos são também verdadeiramente bem adaptados, diferente de mim, que de certa forma renego os valores que estão em jogo. Não quero competir. Odeio a ideia de ser pro-ativo. Detesto passar um tempo preso em uma sala por tão pouco. O que não é uma reclamação, porque ao menos estou sentado. Poderia ser mais fácil e poderia estar fazendo o mesmo por um salário adequado. O certo seria fazer o mesmo por um salário real. Fiz tantos concursos e até agora não me chamaram. Desconfio que jamais serei chamado. Pela pontuação, pelo número de vagas, etc. Passei em vários, mas entre passar e tomar posse de qualquer cargo são outros mundos e outras passagens. Estou em Mato Grosso, cidade que não parou com a crise e sem muito o que fazer. Se não fosse esse estágio estaria sem dinheiro algum. Enviei currículos até para as lojas de shopping. Tenho hoje 27 anos e uma graduação, mas sem emprego algum. Quem ganha emprego é quem faz parte de patrocínios excusos. Odeio os representantes da juventude, como fernando holiday e kim katagiri. Eles ganham dinheiro para desinformar a população. Isso não deveria ser proibido? Meu contrato de estágio tem duração de dois anos. É pouco tempo, sei disso, mas o problema maior, na minha opinião, é o mercado de trabalho. Vou trabalhar onde? Quais seriam as outras saídas possíveis? Não posso nem ao menos competir uma vaga no jornal. Deveria me exilar na universidade, tentar um mestrado. Não tenho um projeto. Não é uma ideia tão ruim. Viajar é outra vontade. Viajar como e com qual dinheiro? Amigos hippies exclamam que não preciso de dinheiro para viajar, mas é muito fácil dizer isso se o troco é artesanato ou música. Pessoas comuns como eu não tem o mesmo direito? Preciso mesmo lançar malabares para o alto se não quero morrer de fome? Não deveriamos estar vivendo a meta do pleno emprego, inclusive para todo e qualquer estrangeiro que quisesse trabalhar? Uma pessoa sem talentos viaja como? Nem ao menos posso fazer caricaturas para levantar um dinheiro. Quero poder viajar, chegar em outra cidade, buscar apoio governamental, e ser encaminhado para um devido emprego. É pedir demais? Ter acesso a um emprego com salário adequado para ao menos minha sobrevivência é muito?

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sexta-feira, 14 de abril de 2017

The censorship in Brazil and thought organization. Censura no Brasil e organização do pensamento - La censure au Brésil et à l'organisation de la pensée

In Brazil we live with a media called democratic and free of political direction. The system in Brazil is considered liberal and centered, although it focuses on many guidelines common to a right-wing government. The Brazilian media, as well as all the other information mechanisms, transmitters and vehicles of great circulation do not serve the common population, on the contrary, they daily carry out an extensive work of imposing a single dominant morality and common-sense ideology. Many of the programs considered informative serve only for the purpose of distraction. There is no denunciatory media in Brazil today that in fact supports itself in the same proportion of the great corporate media. Ideally and critically seeking youth are largely excluded from the publishing job market, while celebrities serve the purposes of official publicity. There is no serious criticism of the functioning of the Brazilian system and a large part of the population remains in misery. The school in Brazil is pre-empted and teachers can not try to clarify them about labor market rules or even about the political situation because they may face repression or even imprisonment. The media is the spokesperson for the positive marketing discourse of a corrupt government where all ministers are accused of serious crimes and any position against the mainstream media is ostracized by the lack of resources of a country that is mostly poor and whose political elite prefers to criminalize the youth of the periphery than to think of measures of public and gratuitous education. There is imposition of the world market, this of course, since after the coup, the national market was practically sold in the public square. These questions require further study, since each topic is still a question in conclusion. For me, I am a young Brazilian and I am not part of any elite, being in fact very poor, and it has been difficult. I do not get any jobs anywhere, my higher education course is not one of the best placed courses in the private job market and it is not as if the possibility of teaching is the one that has the best pay option in the country of misery wage. I do not think of master degree because of a lack of an adequate project, but if I could dedicate myself more, it would be possible to conceive of some creation in this sense (academic). Even so, being a young person, with or without higher education in Brazil today is a challenge. We live, according to the formal media, the biggest recession in Brazilian history and the jobs that existed in the largest metropole in the country, the capital of Sao Paulo, where I grew up, concentrated basically on low-paid telecommmuting jobs, restaurants sector or real estate sales) , without a signed contract. With the labor reform the contracts became more flexible and our wages even lower. The previous generation was luckier with the market, finding positions and careers, but now it's like we're in a social vacuum because we're not young like the younger generation born in the mid-2000s and we do not have room as the a generation born in 1980. This parallel also refers to the issue of media censorship, because all these issues (labor, unemployment, violence) are never discussed in open television and any spokesperson hired by the government or any advertising agencies paied by the government always reproduce conservative, punitive lines or speeches that do not represent the portion of specialists or the population affected by the theme, identity groups without voice. Corporate media does not give room for doctors, masters or university graduates, but it allows untrained sensacionalists to discuss issues of relevance. Abortion in Brazil is not a topic of social and medical discussion, but a theme of police station and religious groups. And since the school day, the program content is censored in whole, teachers need to follow orders and not their free conscience, sometimes they are forced to reproduce historical untruths and never talk about controversies. The main magazines have the same opinion, but as if they were different opinions, as well as a soda that has various colors and flavors, but in the end is the same product that comes from the same company. This is our thinking, in Brazil those who think are laughable and the rest of the population only reproduces what the media has imposed on us. The thinking is standardized, to the point that you distrust even some conspiracy. Every year the same themes are recycled. At some point in the year they produced the discussion of abortion, but without any attempt at enlightenment, no exposition of dissenting thoughts, no further expansion of it, just imposition of the present power and discours. We are almost products of an industry, I just do not see my slaughterhouse or the logic of my production. Am I a mistake or another serial number? Am I a group so where mine group are? Why can not I join? I WANT FREEDOM, NOT JUST FOR ME!!!!!! In this country the system will put me to work in underpaid jobs, and retirement is only possible after 49 years of contribution... Image what it is to contribute 49 years in factories of the third world WITHOUT WORKERS RIGHTS. This is my life. And while the machine engulfs everyone at the same time, the people around me only discuss the next season of tv shows and just exclud any thought on social reintegration measures or models of gratuity (transportation, leisure, food). People here support unique thinking models. The right-wing ones. The media do not inform, on the contrary, commercial launches to deceive us all, the unarmed civilians. Besides being impotent, we are also blindfolded. Even more left-leaning political discussion is distorted and pernicious. In general and in plain language, all of the left in Brazil hate the cuban blogger, because they consider her a traitor to the Cuban revolution, but none of them stopped to listen to the girl's critics in the Brazilian program Roda Viva, which by far was one of the most interesting which I have already seen, since this interview allows the more aware spectator to have a small idea of ​​the distortion of Brazilian journalism today, who became deaf and blind in the interview, feigning indignation, astonishment, and even surprise by censorship and social manipulation practices which are even more widespread around here in the corporate media paradise. In this country people are still violent and ill-mannered, so you can not discuss anything that all lead to some intimate questioning of the senseless inner truths, and they can beat you or worse simply because they disagree with you. What they advocate is usually the same opinion of local television programs. Art is systematically ignored, not disseminated, it does not receive resources. Street performers are persecuted by the police, etc. The artist's life here is worse than in La Bohème. Except for the bourgeois class, who is already born in a cradle of gold, nowadays cradle of euros, then it is not possible to do very wrong if you are gaining some pension, being born with apartment, avoiding violence inside a car, traveling out in the vacations and of course this all opens up better doors, more interesting contacts, more promising careers while the rest kill themselves for a salary of $287 dollars! (R$900 reais).

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No Brasil vivemos uma mídia dita democrática e isenta de direcionamento político. O sistema no Brasil se considera centro liberal, apesar de se concentrar em muitas pautas comuns a um governo da direita. A mídia brasileira e bem como todos os outros mecanismos de informação, transmissores e veículos de grande circulação não servem à população comum, ao contrário, realizam diariamente um extenso trabalho de imposição de uma única moral dominante e ideologia de senso comum. Boa parte dos programas considerados informativos servem apenas a propósitos de distração. Não há hoje no Brasil mídia denunciativa que de fato se sustente na mesma proporção da grande mídia corporativa. Jovens com ideais e que buscam a crítica são majoritariamente excluídos do mercado de trabalho editorial, enquanto celebridades servem aos propósitos da publicidade oficial. Não há crítica séria ao funcionamento do sistema brasileiro e grande parte da população permanece em miséria. A escola no Brasil é precrizada e os professores não podem tentar esclarece-los sobre as regras do mercado de trabalho ou mesmo sobre a situação política porque podem sofrer repressões ou até mesmo prisão. A mídia é a porta voz do discurso positivo de um governo corrupto, onde todos os ministros são acusados de crimes graves e qualquer posicionamento contrário a grande mídia é ostracizado pela falta de recursos de um país que é majoritariamente pobre e cuja elite política prefere criminalizar ainda mais a juventude da periferia que pensar medidas de educação pública e gratuíta. Há imposição do mercado mundial, isso é claro, uma vez que após o golpe, o mercado nacional foi praticamente vendido em praça pública. Essas questões exigem maior aprofundamento, pois cada tópico é um questionamento ainda em conclusão. Para mim que sou um jovem brasileiro e não faço parte de elite alguma, sendo na verdade muito pobre, tem sido difícil. Não consigo emprego algum em lugar nenhum, meu curso de formação superior não é um dos cursos mais bem colocados no mercado de trabalho privado e não é como se a possibilidade da docência fosse aquela que tem melhor remuneração. Não penso em mestrado em razão de falta de um projeto adequado, mas se pudesse me dedicar mais talvez fosse possível conceber alguma criação nesse sentido (acadêmico). Mesmo assim ser um jovem, com ou sem ensino superior no Brasil de hoje é um desafio. Vivemos, segundo a mídia formal a maior recessão da história brasileira e os empregos que existiam na maior metropole do país, a capital de são paulo, onde cresci, se concentravam basicamente em trabalhos de telemarketing mal remunerados, restaurantes ou venda de imóveis (bolha imobiliária) sem carteira assinada. Com a reforma trabalhista os contratos se tornaram mais flexiveis e nossos salários ainda mais baixos. A geração anterior teve mais sorte em relação ao mercado, encontrando posições e carreiras, mas agora é como se estivessemos em um vácuo social, porque não somos jovens como a geração mais jovem nascida em meados dos anos 2000 e não temos espaço no mercado concorrido da geração nascida em 1980. Esse grande paralelo também se refere a questão da censura midiática, porque todas essas questões (trabalhistas, desemprego, violencia) não são jamais debatidas na televisão aberta e qualquer porta voz de debate contratado pelo governo ou por agências de publicidade contratadas pelo governo sempre reproduzem falas conservadoras, punitivas ou falas que nao representam a parcela de especialistas ou população afetada pelo tema, grupos identitários sem voz. A mídia corporativa não dá espaço para doutores, mestres ou bacharéis de universidades, mas permite que polemizadores sem formação discutam os temas de relevância. Aborto no Brasil não é um tema de discussão social e médica, mas um tema de delegacia de polícia e grupos religiosos. E desde a época da escola, o conteúdo programático é inteiro censurado, os professores precisam seguir ordens e não sua livre consciência, as vezes são obrigados a reproduzir inverdades históricas e jamais falar sobre controvérsias. As principais revistas tem a mesma opinião, mas como se fossem opiniões diferentes, assim como um refrigerante que tem várias cores e sabores, mas no fim é o mesmo produto que vem da mesma empresa mãe. Esse é o nosso pensamento, no Brasil quem pensa é motivo de risadas e o resto da população apenas reproduz o que a grande mídia impôs sobre nós. O pensamento é padronizado, ao ponto de você desconfiar até mesmo de alguma conspiração. Todos os anos os mesmos temas são reciclados. Em alguma época do ano produziram a discussão do aborto, mas sem nenhuma tentativa de esclarecimento, nenhuma exposição de pensamentos dissonantes, nenhuma ampliação do mais do mesmo, apenas imposição do poder atual. Somos quase produtos de uma indústria, só não enxergo meu abatedouro ou a lógica da minha produção. Sou um erro ou mais um número de série qualquer? Se sou um grupo onde estão os meus? Por que não consigo me unir? QUERO A LIBERDADE, NÃO SÓ PARA MIM!!!!!! Neste país o sistema vai me colocar para trabalhar em empregos subremunerados, e a aposentadoria só se torna possível após 49 anos de contribuição... Imagem o que é contribuir 49 anos em fábricas do terceiro mundo SEM DIREITOS TRABALHISTAS. Essa é minha vida. E enquanto essa máquina engole a todos ao mesmo tempo, as pessoas a minha volta discutem seriados e excracham medidas de reintegração social ou modelos de gratuidade (de transporte, de lazer, de alimentação). Aqui as pessoas apoiam modelos de pensamento único. A mídia não informa, ao contrário, lança comerciais para enganar a todos nós civis desarmados. Além de sermos impotentes, somos também vendados. Até a discussão política mais orientada para a esquerda é distorcida e perniciosa. Em geral e em linguagem simples todos da esquerda no brasil odeiam a blogueira de cuba, porque a consideram uma traidora da revolução cubana, mas nenhum deles parou para escutar as críticas da menina no programa brasileiro Roda Viva, que de longe foi um dos mais interessantes que já vi, uma vez que essa entrevista permite ao espectador mais desperto ter uma pequena idéia da distorção do jornalismo brasileiro hoje, que se fez de surdo e cego na entrevista, fingindo indignação, assombro, e até surpresa por práticas de censura e manipulação social que por aqui são ainda mais difundidas. Nesse país as pessoas ainda por cima são violentas e mal educadas, então não se pode discutir nada que todos levam para algum questionamento intimo, das verdades interiores sem sentido, e podem te bater ou coisa pior simplesmente porque discordam de você. O que eles defendem geralmente é a mesmissima opinião dos programecos televisivos locais. A arte é sistematicamente ignorada, não difundida, não recebe recursos. Os artistas de rua são perseguidos pela polícia, etc. A vida do artista aqui é pior do que em La Bohème. A não ser para a classe burguesa, que já se vê nascida em berço de ouro, hoje em dia berço de euros, então não tem como dar muito errado ganhando pensão, nascendo com apartamento, evitando violências dentro de um carro, viajando pra fora nas férias e claro que isso tudo abre portas melhores, contatos mais interessantes, carreiras mais promissoras e o resto que se mate por um salario de 900 reais!

Por favor me ajude. Eu vivo no terceiro mundo e para continuar qualquer trabalho, de escrita e de produção artística, vídeos ou imagens, preciso de sua ajuda para não acabar em uma das fábricas de exploração em massa da ditadura do mercado brasileiro. Por favor!!!!!

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Mes motivations, vive la liberté!