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quarta-feira, 19 de abril de 2017

He is talking to me again and she does not know it. Ele voltou a falar comigo e ela não sabe disso.


The new situation follows. I spent weeks trying to maintain a good relationship with my friend quoted in the previous posts. In long story short we lived together and he expelled me for reasons I do not know. I suspect it was for fear of his classmates, for the desire to start a new life (now as heterosexual, since he was bisexual) and also for ideological differences, since the guy is a cub of the liberal right. For example, while I am a pacifist, in favor of banning all weapons and even opposing any war, he advocates legalizing and expanding the carrying of weapons, for all. Political liberalism. On the other hand he has some of his own thoughts that are completely different from the right-wing landscape (most of the conservative thoughts he conveys are reproductions of the thought of his older sister, which functions as a kind of mirror; they are almost voting for Bolsonaro candidate), even so his behavior and even the habit of smoking cannabis, the fact of being considered as black, etc, keeps him a little more open-minded about issues of discrimination and the possibility of other truths beyond of that official or mainstream common sense. Anyway, we separate because every long-term relationship involves clashes, wear and tear and other issues. In fact I as an older guy did not want to separate, but he at some point got tired of me and kicked me out. The inconstancy of youth puts our will and even our ease into check. I myself have lost that dynamism of children for years. Kind of settled down. I then moved to another room, in the same house and maintained friendly relations, until he gave up on me and changed me to new men's endeavors. I kept trying to maintain our relationship, but I was accused of being a pussy (because I told all the bad things he did against me and I also told that he likes a dick in his ass) and of forcing something between us. I was very annoyed by this idea and I walked away completely. In the end who was right was he and I acted abusively. When I was dismissed, I ended up exposing things that were only about us. I acted like a jealous boyfriend and we were never boyfriends, even though we lived together so long. I did not want him to walk away from me like that, I felt I had done something wrong. In the end I remembered that I did not do anything so bad before he got tired, and the clearest conclusion is that he grew tired of his own explosive character and the will of freedom that strikes at all who are really young. I myself realize that taking time out of this relationship was the best way out and my biggest mistake was not understanding that at some point we would need to separate and live in distance, a time to think for our own minds and to seek our own values ​​without interference. I think I controlled it too much and maybe charged him for issues that said more about my insecurities. Anyway, he wanted some time, I guess even he wanted that time long ago. Being accused of forcing a relationship opened my eyes and I decided to run away from him too. As much as he sees my share of guilt, he has reasons that I disagree with. According to him, I'm always beside my ex-girlfriend (being friends with her does not mean that I agree with her all the time), and I supposedly did several things that annoyed or hurt him. One of the reasons he stopped talking to me in the past was finding out that I was joking him with my ex-girlfriend. My mocking tone seemed to him a great offense. Actually I was just venting with my ex, who happens to be the ex-girlfriend he did never assumed. I then lived without him, because he no longer wanted to be with me and even today he may not want to. I think he even took advantage of me. We live another moment, each with his private life. Just the meeting in the corridors of my own house, in the lunches we do together and in the drinking nights. Now that I've decided to move on, the faggot decided to talk to me again. These days he came to discuss why I've been to my ex-girlfriend's house. He said he did not want us to say his name (which does not stop me from complaining and does not stop him making rules for himself), that his sister had warned us that we were at her house, and he was visibly angry for whatever his reasons are. At one point I asked him, "So now you're my friend?" And he replied that he had only spoken to me again. Then I accuse him to be a traitor. What is he. A traitor. Unlike her who has always been by my side, even with all the particular divergences of the relationship. She does not know we're talking to him again, and maybe he did not know I had this contact with her. Days ago he arrived in the kitchen and said that he worked as a friend of mine and that she would visit the so called "my love". I asked rhetorically, "What love?" But no answer. Anyway I'm happy with the cordial relationship, because otherwise everything is over and I can not trust someone who treated me the way he treated me. Not that she had not disowned me either. It's not like she's not mistreating me now. And it's not like she does not have her private sorrows against me. Yet she did not betray me. Sometimes she acts rude and dry, but I take it as mere bad mood or hunger. Already he has this difficult temperament and unforgivable demeanor. I live this way, today I have nothing more to do with anyone and I am free of the emotional bonds that any very close relationship produces in our minds. I'm not in love with any of my kidnappers. I have other and personal dreams. We can not cling to realities that are impermanent. Yesterday's passions are unknown in the now, and strangers in the now can be lovers at some point. The door of entry and exit is always open, because I and myself have the habit of getting away. I have escaped from her emotional shit-hole, half-grated in the barbed wires, I did it escaped from the functions I had to live, from the walls I had to jump, and so on.

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Segue a nova situação. Fiquei semanas tentando manter uma boa relação com o meu amigo citado nos posts anteriores. Em resumo morávamos juntos e ele me expulsou por razões que desconheço. Desconfio que foi por medo dos colegas de sala, pela vontade de recomeçar uma vida nova (agora enquanto heterossexual, pois ele era bissexual) e também por divergências ideológicas, uma vez que o guri é filhote da direita liberal. Por exemplo, enquanto eu sou pacifista, a favor da proibição de todas as armas e até mesmo contrário a qualquer guerra, ele defende a legalização e ampliação do porte de armas para todos. Liberalismo político. Por outro lado ele tem alguns pensamentos próprios completamente diferentes da paisagem direitista (a maioria dos pensamentos conservadores que ele comunica são reproduções do pensamento de sua irmã mais velha, que funciona como uma espécie de espelho; ou são pensamentos de páginas de jovens frustrados que são fãs de bolsonaro), mesmo assim seu comportamento e até mesmo o hábito de fumar ervas aromáticas, o fato de ser considerado enquanto negro, etc, o mantém com um pouco mais de mente aberta para questões de discriminação e para a possibilidade de outras verdades além daquela oficial ou do senso comum mainstream. Enfim, nos separamos porque todo relacionamento de longo prazo envolve embates, desgastes e outras questões. Na verdade eu como um sujeito mais velho não queria me separar, mas ele em algum momento se cansou de mim e me expulsou. A inconstância da juventude coloca a nossa vontade e até nosso comodismo em cheque. Eu mesmo perdi há anos aquele dinamismo das crianças. Me mudei então para outro quarto, na mesma república e mantivemos relações amigáveis, até que ele desistiu de mim e me trocou por novos empreendimentos masculinos. Continuei tentando manter a nossa relação, mas fui acusado de ser uma maricona (porque contei a todos as maldades que ele fez contra mim e contei também que ele curte uma metida no cu) e de estar forçando a barra. Fiquei muito chateado com essa ideia e me afastei completamente. No fim das contas quem tinha a razão era ele e eu agi de forma abusiva. Ao ser dispensado acabei expondo coisas que só diziam respeito a nós dois. Agi como um namorado ciumento e nós nunca fomos namorados, apesar de termos vivido juntos tanto tempo. Não queria que ele se afastasse de mim daquela forma, sentia que tinha feito algo de errado. No fim lembrei que não fiz nada demais, antes dele se cansar, e a conclusão mais clara é a de que ele se cansou pelo próprio caráter explosivo e pela vontade da liberdade que pulsa em todos os que são realmente jovens. Eu mesmo percebo que tirar um tempo dessa relação foi a melhor saída e o meu erro maior foi não entender que em algum momento precisaríamos nos separar e viver uma distância, um tempo para pensarmos por nossas próprias mentes e para buscarmos nossos próprios valores, sem a interferência do outro. Acho que o controlei demais e talvez o tenha cobrado por questões que diziam mais a respeito de minhas inseguranças. Enfim, ele queria um tempo, acho até que ele queria esse tempo há tempos. Ser acusado de forçar a barra me abriu os olhos e decidi fugir dele também. Por mais que enxergue minha parcela de culpa, ele tem razões que discordo. Segundo ele sempre estou ao lado de minha ex-namorada (ser amigo dela não quer dizer que concordo com ela o tempo todo), e supostamente fiz várias coisas que o chatearam ou magoaram. Uma das razões para ele parar de falar comigo no passado foi descobrir que fazia piadas dele com essa minha ex-namorada. O meu tom debochado aparentou para ele uma grande ofensa. Na verdade estava apenas desabafando com minha ex, que por acaso é a ex-namorada que ele nunca assumiu. Passei então a viver sem ele, porque ele não queria mais a minha companhia e até hoje talvez não queira. Eu acho até que ele só se aproveitou de mim. Vivemos um outro momento, cada um com sua vida particular. Só o encontro pelos corredores de minha própria casa, nos almoços que fazemos juntos e nas noites de bebida. Agora que resolvi seguir em frente o viado resolveu voltar a falar comigo. Esses dias ele veio discutir porque tenho frequentado a casa dessa minha ex-namorada. Disse que não queria que falássemos o nome dele (o que não me impede de reclamar e ele que invente regras para si), que a sua irmã tinha avisado que estávamos na casa dela, e ficou visivelmente alterado sabe-se lá por quais razões. Em determinado momento o indaguei "Então agora você é meu amigo?". E ele respondeu que só tinha voltado a falar comigo. Então o acusei de traidor. O que ele é. Um traidor. Diferente dela que sempre esteve ao meu lado, mesmo com todas as divergências particulares da relação. Ela não sabe que voltamos a nos falar, e talvez ele não soubesse que eu mantinha esse contato com ela. Dias atrás ele chegou na cozinha e disse que trabalhou como uma amiga minha e que ela iria visitar o "meu amor". Perguntei retoricamente, "qual amor?", mas sem resposta. De qualquer forma estou feliz com a relação cordial, porque de resto tudo acabou e não posso confiar em alguém que me tratou da forma como ele me tratou. Não que ela não tivesse me destratado também. Não é como se ela não estivesse me destratando agora. E não é como se ela não tivesse suas mágoas particulares contra mim. Mesmo assim ela não me traiu. As vezes ela age de forma rude e seca, mas levo como mero mal humor ou fome. Já ele tem esse temperamento difícil e comportamento imperdoável. Vivo assim, hoje não tenho mais nada com ninguém e estou liberto das amarras emocionais que qualquer relação muito próxima produz em nossas mentes. Não sou apaixonado por nenhum de meus sequestradores. Tenho outros sonhos. Não podemos nos apegar a realidades que são impermanentes. Paixões de ontem são desconhecidos no agora, e desconhecidos no agora podem ser amores em algum momento qualquer. A porta de entrada e saída fica sempre aberta, porque eu mesmo tenho o costume de fugir. Escapei de mais essa furada, meio ralado nos arames farpados, das funções que tive que viver, dos muros que tive que pular, etc.

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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Today, in my almost 30 years and despite the appearance of 20, am I fulfilled? Hoje, aos meus quase 30 anos e apesar da aparência de 20, sou realizado?


This is a theme that I have been thinking about in my laps and night walks. Usually I visit my ex-girlfriend, I talk a little, I distracted from the problems of my reality and later on I go back to my room, a place with diverse decorations, where I can be naked to think. I have a habit of going to bed early, but she believes, she accuses me, of going back early because I have a time to go back, as if I am controlled, supposedly because I have a loving relationship with my former best friend, who betrayed me and asked me to stay away, and now that I left, he decided to speak again with me, as if I was stupid, I do not know if it was because he discovered that I maintain my social life in the same way and independent of him. Just yesterday he came home from work and informed me free of charges that one of my female friends had worked with him and that this friend of mine was going to the house of my love. I asked "What love?". Another time the fag came to tell me that he felt sorry for me, thinking that I would be alone and friendless. I could still be alone, for my sake I live in peace alone, without being annoyed and without intrigue. In fact I want to complain about it because he tried to fuck me (not sexually, because sexually he was bottom all the times) and tried to exclude me, thinking that I would be alone. He desired me bad things and my worst. That is, he wanted me to suffer in some way, to be alone, because I did things and said things that bothered him. Yesterday we had a barbecue and he accompanied me to the market, as if we were still friends, but I can no longer trust someone who treated me so badly and for so little. I do not know why he tried to move away from me, I suspect it was because of insecurity or fear of what others might say or think. The hard reality is that he grew tired of me and my company. Maybe he felt bad about how I disregarded his absurd and conservative views, clearly reproducing the opinions of her older sister, who acts socially as a mother-in-law in a difficult relationship, though kind. On the other surface of the coin, because he is young, faggot, and cannabis user in many ways, it is possible to consider him well ahead, politically liberal and even progressive. He's a very nice guy. It is unfortunate that he is in favor of guns for civilians, as if more weapons in a society of violence were to help in the search for peace. I have no friends with positions so contrary to common sense. Anyway I did not think it would be like this, I did not even know he had being hurted by me, since I've always treated him so well and always liked him so much. To this day, whatever he needs, I will be willing, without expecting reciprocity. Already my ex-girlfriend accuses me of being a liar, (he accuses me of the same, and of much worse things, also said that I am always on her side), and began to treat me with disdain. Perhaps because she believes he is still far from me, but in fact I am far from him and with a little guilty for being happy with my new autonomous emotional stability without others emotional interference. Both of them only criticize me and do not compliment me on anything, so I saw that my approval would only depend on myself and that they put the bad opinions in their respective asses. He no longer deserves my company, I know it's a cliche, and so she now considers herself in some position of power to ignore me and oppress me because she thinks I have only her, as if I need to beg someone's attention. For these reasons I think of running away again, because whenever she feels comfortable with me she starts to treat me with a thousand unpleasant stratagems, she asks me questions whose answers will be used against me, without the respect and politeness with which I treat everyone, moreover she begins to invent problems to blame me for something, as a way to atone for the mistakes she makes, tries in vain to inoculate my innocence, leaves me alone, greets me in a sloply way, as if I were nobody. I'm no one in that whore's den. At this point it may seem to be wounded pride, when in fact it is only the lack of a mutual respect, after all, they accuse me of betrayal, of exchange them, of lies, and to this day I am beside them without due recognition. Not that I am special and deserve good deeds, but I speak as a person and speak as a being endowed with feelings. It is this way that we move away from others, because others when they are in a comfortable position simply resolve to fuck you. They fuck you for free and for nothing. If they had anything to gain from it, it was very little. They abuse you, they use you and then they accuse you. After this brief outburst, as you can see, emotionally and in the matter of love affairs, I am somewhat satisfied. I lived and I live a kind of teen romance. I am in love. I suffer for love. I return to what I wanted to comment on initially, that is, on the question of wishes. Of those intimate wills that take place, but always unexpectedly, as if there were some force of creation and attraction. I, for example, wanted to relate to a young man who was interesting and with conflicts that freed my imagination of my rational rigidity, and also wanted to live a threesome relationship, besides I would very much like to have a girlfriend who understood me and made me company. All this was accomplished, but without proper control. I never had any control. What I enthrone is to take the blame for all this, as if he was not responsible for sucking my dick and staying on bareback and she was not responsible for my escape from her home where she tried to trap me into a monogamous hell relationship, to a life of prison with only two inmates, which caused me greater horror than the well being of living in common life. The couple image is my biggest nightmare. If it were not for the her jealousy sickness I would still have lived there for much longer, but could not stand the comments and castration. I lived with her, and yet she demanded more from me, demanded certain attitudes, more presence, more attention, because I only visited this friend of mine a few days a week (because he was expelled by her). In other ways, am I fulfilled? Have my dreams come true? Professionally I can not be considered accomplished because I did not find placement in the Brazilian labor market. The prospect of unemployment is a ghost that I do not live today, yet my life is based on very little money and few options for financial success, maybe this is a lie, the idea of ​​financial success, yet I do not know how to get money to the point of my satisfaction. My identity and private search prevent me from fully integrating the values ​​that the market demands. Perhaps I am inept, perhaps unable to adapt to a compulsory normality. I consider myself normal, very common, even though working in a bank (one of the options that arise for my bourgeois friends and even family) is almost a fantasy, I know that I am disregarded by their pompous faces for reasons that I can not assume. I am realized in the sense of having free time, of having an occupation, of being in my second graduation. Free time for me is one of my wishes, because free time is expensive. I am also made to live in a certain independent way. I managed to get out of São Paulo, a city that closed so many doors to me, that kept me in constant pressure and competition for space. I no longer wanted that way of life, that constant contact with the mass of workers and the mass transportation. I wanted a quieter life, in a distant place, where I could stop a bit and have more time to dialogue with my own values ​​and thoughts. This dream has come true and now I know that even here, in this small town, the contact with the other is equally frequent, even greater. My dream of exile, my dream of escaping from a reality where I could not live in peace, always being humiliated and listening to jocular comments from my neighbors, became reality to simply show another facet of my own social relationships. There will always be someone to charge you of anything or someone to try to harm you and take away your inner peace. Vain attempt, because I have new dreams and my goals can not be prevented by those who do not know the form of suffering I carry. Today I have the dream of my freedom won, but it's realization is a lie, because I remain dependent on my family, on a low-paid job, a life that prevents me from simply going or even sailing in calmer seas. I am not free, I am a slave to a labor market that treats us as a cost. Traveling is a dream I still have. I knew few states like Rio de Janeiro, Bahia and Brasilia. Today I know more than one language, but it is still so little and I should try harder. More effort. I hang myself in the effort. Physically I am satisfied too, because I have never been so good, healed and even attractive in my whole life. When ugly, I know well the kind of revulsion I caused, but today what good is this image if I suffer from an immune disease called psoriasis? My desire for a beautiful body was realized, but again it is not as the expected, because although very hot I have many spots, it is almost a parody of my inner wills, like the fulfillment of all the other dreams. My life presents itself as a parody of all that I have longed to conquer. My freedom is a parody. My love relationships are parodies too. I live in a big joke where the clown is me. No one takes me seriously because it's the money that brings seriousness and all I have today is the possibility of running away again, but where and with what ticket? All my friends and acquaintances are successful, most have masters degree or even fame. What I have is disgust and enmity, plus the fear mixed with certainty of the immobility of my class and the financial instability that keeps me prisoner of my conditions.

Models always transform, as alchemists, the harsh reality in beauty expression


Este é um tema que tenho pensado nas minhas voltas e passeios noturnos. Geralmente visito minha ex-namorada, converso um pouco, distraio dos problemas de minha realidade e mais tarde volto para o meu quarto, um local com decorações diversas, onde fico pelado para pensar. Tenho como costume dormir cedo,  Ela acredita, me acusa, de voltar cedo por ter horário, supostamente porque tenho um relacionamento amoroso com meu ex-melhor amigo, que me traiu e pediu que eu me afastasse, e agora que me afastei resolveu falar novamente comigo, como se eu fosse um otário, não sei se foi porque ele descobriu que mantenho minha vida social da mesma forma e independente dele. Ontem mesmo ele chegou do trabalho e me informou gratuitamente que uma das minhas amigas havia trabalhado com ele, e que essa minha amiga estava indo à casa de meu amor. Perguntei então "Qual amor?". Em outro momento o viado chegou a me dizer que teve pena de mim, pensando que eu ficaria só e sem amigos. Até poderia ficar só, por mim vivo em paz sozinho, sem encheção de saco e sem intrigas. Aliás quero reclamar sobre isso porque ele tentou me foder (não sexualmente, porque sexualmente ele é um passivo muito bonito) e tentou me excluir, pensando que eu ficaria só. Desejou o meu mal e o meu pior. Ou seja, ele queria que eu sofresse de alguma forma, que eu ficasse sozinho, porque fiz coisas e disse assuntos que o incomodaram. Ontem fizemos um churrasco e ele me acompanhou até o mercado, como se ainda fossemos amigos, mas não posso mais confiar em alguém que me tratou tão mal e por tão pouco. Não sei porque ele tentou se afastar de mim, desconfio que foi por insegurança ou medo do que os outros poderiam dizer ou pensar. A dura realidade é que ele se cansou de mim e de minha companhia. Talvez se sentisse mal com a forma que eu desconsiderava suas opiniões absurdas e conservadoras, claramente reprodução das opiniões de sua irmã mais velha, que age socialmente como uma sogra de dificil relacionamento, apesar de bondosa. Em outro lado da moeda, por ele ser jovem, viado, e praticante de ervas medicinais em muitos sentidos é possível considera-lo bem para frente, politicamente liberal e até progressista. É um rapaz muito bonzinho. Pena que ele seja a favor do armamento civil, como se mais armas em uma sociedade de violência fosse ajudar na busca pela paz. Não tenho amigos com posturas tão contrárias ao bom senso. De qualquer forma não pensei que seria assim, nem mesmo sabia que ele tinha mágoas contra mim, uma vez que sempre o tratei tão bem e sempre gostei tanto dele. Até hoje, o que ele precisar estarei disposto, sem esperar reciprocidade. Já a minha ex-namorada me acusa de ser um mentiroso, (ele me acusa do mesmo, e de coisas muito piores, disse também que sempre estou do lado dela), passou a me tratar com desdém. Talvez por ela acreditar que ele ainda está distante de mim, mas na verdade eu que estou distante dele e um pouco culpado por estar feliz com essa minha nova estabilidade emocional autônoma, sem inteferência emocional. Ambos só me criticam e não me elogiam em nada, então vi que a minha aprovação só dependeria de mim mesmo e que eles enfiem as más opiniões nos respectivos cus. Ele não merece mais minha companhia, sei que é uma fala clichê, e sendo assim ela agora se considera em alguma posição de poder para me ignorar e oprimir, porque pensa que só tenho a ela, como se eu precisasse mendigar a atenção de alguém. Por essas razões penso em fugir novamente, porque sempre que ela se sente confortável em relação a mim começa a me tratar com mil estratagemas desagradáveis, me faz perguntas cujas respostas serão usadas contra mim, sem o devido respeito e polidez com que trato a todos, além disso ela começa a inventar problemas para me culpar de algo, como forma de expiação dos erros que ela mesma produz, tenta em vão macular minha inocência, me deixa de lado, me cumprimenta de qualquer forma, como se eu fosse qualquer um. Até sou mais um naquele antro de putaria. Nesse ponto talvez pareça orgulho ferido, quando na verdade é apenas a falta de um respeito mútuo, afinal eles me acusam de traição, de troca, de mentiras, sendo que até hoje estou ao lado deles, sem o devido reconhecimento. Não que eu seja especial e mereça boas ações, mas eu falo enquanto pessoa e falo enquanto um ser dotado de sentimentos. É desssa forma que nós nos afastamos dos outros, porque os outros quando se acham em uma posição confortável simplesmente resolvem te foder. Te fodem de graça e troco de nada. Se ganharam algo com isso, foi muito pouco. Te abusam, te usam e depois te acusam. Após esse breve desabafo, como podem ver, emocionalmente e em questão de relações amorosas, estou de certa forma satisfeito. Vivi e vivo uma espécie de romance adolescente. Sou apaixonado. Sofro por amor. Volto ao que queria comentar inicialmente, isto é, sobre a questão dos desejos realizados. Daquelas vontades íntimas que se realizam, mas sempre de forma inesperada, como se existisse alguma força de criação e atração. Eu, por exemplo, queria me relacionar com um rapaz que fosse interessante e com conflitos que me libertassem a imaginação de minha rigidez racional, e também queria viver um relacionamento a três, além disso gostaria muito de ter uma namorada que me compreendesse e me fizesse companhia. Tudo isso se realizou, mas sem o devido controle. Nunca tive controle algum. O que me entristesse é receber a culpa de tudo isso, como se ele não fosse o responsavel por chupar o meu pau e ficar de quatro e ela não fosse responsável pela minha fuga de sua casa, onde ela tentou me prender a um relacionamento monogâmico, a uma vida a dois, o que me causou horror maior que o bem estar de viver em comum. A imagem de casal é o meu pesadelo maior. Se não fosse o ciumes doentiu ainda teria vivido lá por muito mais tempo, mas não aguentava os comentários e proibições. Morava com ela, e mesmo assim ela exigia mais de mim, exigia certas atitutes, como mais presença, mais atenção, isto porque só visitava esse meu amigo poucos dias da semana. Em outros sentidos, sou realizado? Meus sonhos se tornaram realidade? Profissionalmente não posso ser considerado realizado porque não encontrei colocação no mercado de trabalho brasileiro. A perspectiva de desemprego é um fantasma que não vivo hoje, mesmo assim minha vida é baseada em muito pouco dinheiro e poucas opções de sucesso financeiro, talvez isto seja uma mentira, a ideia de sucesso financeiro, mesmo assim não sei como conseguir dinheiro ao ponto de minha satisfação. Minha identidade e busca particular me impedem de uma total integração aos valores que o mercado pede. Talvez eu seja inepto, talvez seja incapaz de adaptação a uma normalidade compulsória. Me considero normal, bem comum, mesmo assim trabalhar em um banco (uma das opções que surgem para meus amigos burgueses e até familiares) é praticamente uma fantasia, sei que sou desconsiderado pelos caretas por razões que não consigo supor. Sou realizado no sentido de ter tempo livre, de ter uma ocupação, de estar em minha segunda graduação. Tempo livre para mim é um dos meus desejos realizados, porque tempo livre custa caro. Sou realizado também por viver de certa forma independente. Consegui sair de São Paulo, cidade que me fechou tantas portas, que me mantinha em constante pressão e competição por espaço. Não queria mais aquele modo de vida, aquele contato constante com a massa de trabalhadores e o sistema de transporte coletivo. Queria uma vida mais calma, em um lugar distante, onde pudesse parar um pouco e ter mais tempo de dialogo com meus próprios valores e pensamentos. Este sonho se tornou realidade e agora sei que mesmo aqui, nesta cidade pequena, o contato com o outro é igualmente frequente, até maior. Meu sonho de exílio, meu sonho de fuga de uma realidade onde não poderia viver em paz, sempre sendo humilhado e ouvindo comentários jocosos dos meus próximos, se tornou realidade para simplesmente se mostrar uma outra faceta de minhas próprias relações sociais. Sempre vai existir alguém para te cobrar de qualquer coisa ou alguém para tentar te prejudicar e tirar a sua paz interior. Tentativa vã, porque tenho novos sonhos e meus objetivos não podem ser impedidos por quem não sabe a forma de sofrimento que carrego. Hoje tenho o sonho de minha liberdade conquistado, mas a sua realização é uma mentira, porque continuo dependente de meus familiares, de um emprego mal remunerado, de uma vida que me impede de simplesmente partir ou mesmo navegar em mares mais calmos. Não sou livre, sou um escravo de um mercado de trabalho que nos trata enquanto custo. Viajar é um sonho que ainda tenho. Conheci poucos estados como o Rio de Janeiro, Bahia e Brasília. Hoje sei mais de um idioma, mesmo assim é pouco e deveria me esforçar mais. Mais esforço. Me enforco no esforço. Fisicamente estou satisfeito também, porque nunca fui tão gostoso, sarado e mesmo atraente em toda a minha vida. Como feio, sei bem o tipo de repulsa que causava, mas hoje de que me adianta esta imagem se sofro de uma doença imunológica chamada psoríase? Meu desejo de um corpo bonito foi realizado, mas novamente não é o esperado, porque apesar de gostoso tenho muitas marcas, sendo quase que uma paródia de minhas vontades interiores, como a realização de todos os outros sonhos. A minha vida se apresenta como uma paródia de tudo o que almejei conquistar. Minha liberdade é uma paródia. Minhas relações amorosas são paródias também. Vivo mergulhado em uma grande piada onde o palhaço sou eu. Ninguém me leva a sério porque é o dinheiro que trás a seriedade e tudo o que possuo hoje é a possibilidade de fugir novamente, mas para onde e com que passagem? Todos os meus amigos e conhecidos são bem sucedidos, a maioria tem mestrado ou mesmo fama. O que tenho é desgosto e inimizades, além do medo mesclado com certeza da imobilidade de minha classe e da instabilidade financeira que me mantém prisioneiro de minhas condições.

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sábado, 8 de abril de 2017

My first threesome sex in Cuiaba. Meu primeiro sexo a três em Cuiabá.


Throughout my youth I received some proposals to the threesome sex. At first I was a bit afraid to do with couples, but over time I became interested in the idea of ​​the meeting, of a somewhat freer interaction. Relationships of two become psychologically oppressive, with more people the pressure is more diluted. But how to measure and how to feel between several and several others? We live in times of intimate repression, where even sex has its modesty. Ghosts of the past haunt us, dangerous sin. Some people do not like noise or despise fetishes and erotic dreams. The playful loses the voice and the dream is a perversion. At the time I still lived with my ex-girlfriend. We had just moved to her new house. The three of us change together. Me, her and her ex-boyfriend. A few months ago we were living harmoniously. On a night of drinks, a friend of my ex-girlfriend's named Pedro decided to join us for our evening. At some point Laura left and went to sleep. It was just me, her ex-boyfriend named Cristiano and Pedro. Because of social conventions, and also because of a realistic sense, I thought nothing would happen and I would continue to drink in peace, until the ex-boyfriend decided to kiss Pedro. As in Kafka, I lost my human characteristics and was transformed into a beautiful ornament, or bright candle. They were there kissing me, surprising me a lot. I finished a few more glasses while still amazed at such visions. They decided to have sex, with me at the side, as if I were a participant in the act, but for some reason I ended up really participating and naked. It was not ideal, but I found it interesting to be naked with both of them. Cristiano was completely enamored of my penis because he kept looking while Pedro sucked me. We were in the living room, since Laura was sleeping in the other room. It could be that she pretended to be asleep. I think today she might have joined the dance, but since she was boring and woke up complaining too much we were in a strange situation. It seems that she and her ex-boyfriend, Cristiano, were no longer having sex and he also considered himself heterosexual. Anyway I noticed his obsession with my penis and I tried to fuck him. He did not permit that evening, but it was interesting to get him from behind. It was the first time I took him around the waist. I think he did not want to be penetrated that day because he did not want the possibility of being caught in some position by his ex-girlfriend and then my current girlfriend. Days later he gave his butt to me, what I expected and distrusted, but without certainty, which was funny because he is a bit of a macho guy, but that's another story and it's another time. We are no longer friends today and I was even avoiding any closeness. For some time he wanted to get away from me, treated me badly for weeks and asked for my distance. And I just could not respect it, that someone wanted to distance from me. I could not respect that desire until I gave up and broke my friendship. I'm no longer his friend. I think he was never my friend. I admire him so much, but just like my ex-girlfriend, he keeps criticizing me and destroying my self-esteem. He thinks I took advantage of him, that I used him somehow. She thinks that, too. I tried to break it totally because he's a traitor to me. He betrayed me, he chose to leave me aside to look for new dicks. Penises collector. Sucked all up faggot. I suffered days because I spent so much time beside him and he just cut me like that. He entered college and met new males. I actually deceived myself into thinking I could trust him. Not that it was the first time. Or that will be the last. The funny thing is that we have nothing, even though we lived together and slept in the same bed. I believed we were just friends and even that he was not. I was wrong about the friendship I had with him. Returning to sex at three, at some point in the night Cristiano was naked to drink some water. I stayed in bed and Pedro, too. So Laura came out of the room with a vengeance and caught us in the act. As I was the most innocent in the history and I went to sleep in peace as they sorted out. The next day she expelled poor Cristiano and said she felt betrayed, but as always I can not be blamed for the desire of others, since none of us belong and we are all free. Although I am part of a larger whole, I am responsible only for myself and for my actions, which has its meaning drawn from this larger context. I can not blame myself if the other wanted me sexually. It is this society that defines the values ​​in which I will be judged, the punishments that I will receive or not, but only I, I alone, can feel my truth and follow my path. Besides, they are impositions which I more or less accept, whether through weakness, blackmail or even connivance. Anyway, since then Laura and Cristiano are separated. I still talk to both, but I know that none of them are with me. I'm alone.

Ao longo de minha juventude recebi algumas propostas de sexo a três. No começo tinha um pouco de receio de fazer com casais, mas com o tempo passei a me interessar pela ideia do encontro, de uma interação um pouco mais livre. Relações a dois se tornam opressivas psicologicamente, com mais gente a pressão é mais diluída. Mas como medir e como sentir entre vários e várias? Vivemos em tempos de repressão íntima, onde até o sexo tem lá seus pudores. Fantasmas do passado nos assombram, perigoso pecado. Há quem não goste de barulho ou despreze fetiches e sonhos eróticos. O lúdico perde a voz e o sonho é uma perversão. Na época ainda morava com minha ex-namorada. Havíamos acabado de nos mudar para a nova casa dela. Mudamos nós três. Eu, ela e o ex-namorado dela. Há alguns meses coabitávamos harmoniosamente. Em uma noite de bebidas, um amigo da minha ex-namorada chamado Pedro resolveu se juntar a nossa noite. Em algum momento a Laura saiu e foi dormir. Ficamos apenas eu, o ex-namorado dela chamado Cristiano e o Pedro. Em razão das convenções sociais, e também por um senso realista, achei que nada aconteceria e eu continuaria bebendo em paz, até que o ex-namorado resolveu beijar o Pedro. Como em Kafka, perdi minhas características humanas e fui transformado em um lindo enfeite, ou vela brilhante. Ficaram lá se beijando, me surpreendendo muito. Terminei mais alguns copos enquanto ainda me surpreendia com tais visões. Decidiram fazer sexo, comigo ao lado, como se eu fosse um participante do ato, mas por alguma razão acabei participando de verdade e ainda por cima pelado. Não era o ideal, mas achei interessante ficar pelado com os dois. O Cristiano ficou completamente apaixonado pelo meu pênis porque não parava de olhar enquanto o Pedro me chupava. Estávamos na sala, uma vez que a Laura dormia no outro quarto. Pode ser que ela fingia estar dormindo. Penso hoje que ela poderia ter se juntado à dança, mas como ela estava chata e acordou reclamando demais ficamos em uma situação estranha. Parece que ela e o ex-namorado dela, o Cristiano, não estavam mais transando e ele também se considera heterossexual. De qualquer forma percebi a obsessão dele pelo meu pênis e tentei comer ele de trenzinho. Ele não deixou, mas foi interessante pega-lo por trás. Foi a primeira vez que peguei na cintura dele. Acho que no dia ele não quis ser penetrado porque não queria a possibilidade de ser pego em flagrante pela ex-namorada dele e na época minha namorada atual. Dias depois ele deu pra mim, o que eu esperava e desconfiava, mas sem certezas, o que foi engraçado porque ele é meio machista, mas essa é outra história e fica para outro momento. Atualmente não somos mais amigos e eu até estava evitando qualquer proximidade. Por algum tempo ele quis se afastar de mim, me tratou mal por semanas e pediu minha distância. E eu simplesmente não conseguia respeitar isso, que alguém quisesse se distanciar de mim. Não conseguia respeitar esse desejo até que desisti e rompi a minha amizade. Não sou mais amigo dele. Acho que ele nunca foi meu amigo. Eu o admiro tanto, mas assim como a minha ex namorada ele vive me criticando e destruindo minha auto-estima. Ele acha que eu me aproveitei dele, que eu o usava de alguma forma. Ela também pensa isso. Tentei romper totalmente, porque ele me é um traidor. Me traiu, escolheu me deixar de lado a procura de novas pirocas. Desbravadora de rolas. Boiola dá o cu do caralho. Sofri dias porque passei tanto tempo ao lado dele e ele simplesmente me cortou assim. Entrou na faculdade e conheceu novos machos. Na verdade me iludi achando que poderia confiar nele. Não que tenha sido a primeira vez. Ou que será a última. O engraçado é que não temos nada, apesar de termos vivido juntos e dormido na mesma cama. Eu acreditei que eramos só amigos e nem isso ele era. Eu me enganei sobre a amizade que tinha com ele. Voltando ao sexo a três, em algum momento da noite o Cristiano foi pelado beber um pouco de água. Eu continuei na cama e o Pedro também. Não é que a Laura saiu do quarto esbravejando energias e nos pegou em flagrante. Como eu era o mais inocente da história fui dormir em paz enquanto eles se resolviam. No dia seguinte ela expulsou o pobre Cristiano e disse se sentir traída, mas como sempre não posso me considerar culpado pelo desejo dos outros, uma vez que nenhum de nós se pertence e somos todos livres. Apesar de ser parte de um todo maior, sou responsável unicamente por mim mesmo e por minhas ações, que tem seu significado extraído desse contexto maior. Não posso me responsabilizar se o outro me quis sexualmente. É esta sociedade que define os valores em que serei julgado, as punições que receberei ou não, porém só eu, unicamente eu, posso sentir a minha verdade e seguir o meu caminho. De resto são imposições que eu mais ou menos aceito, seja por fraqueza, por chantagem ou mesmo conivência. Enfim, desde então a Laura e o Cristiano estão separados. Ainda falo com ambos, mas sei que nenhum deles está comigo. Estou sozinho. Esperar e querer companhia é uma ilusão. Como confiar em alguém que me expulsou e excluiu?


Alguns dias se passaram desde essa postagem, então gostaria de atualiza-los sobre a minha vida à três. Aparentemente estou solteiro, sem ninguém. Mesmo assim o Cristiano voltou a falar comigo, após dias me ignorando, talvez tenha me perdoado pelos meus supostos erros nunca listados. Ele disse que fiz TANTAS coisas erradas e no fim talvez seja reciproco. Não gosto mais dele, apesar de ama-lo. A Laura vive rindo de mim, acha que eu tenho vários amantes. Manda contra mim umas amigas mulheres espiãs dela para me fazer perguntas. O Cristiano acha que estou do lado dela. Ela acha que eu estou do lado do Cristiano. Eu me pergunto, é preciso mesmo estar ao lado de alguém? Não podemos apenas viver juntos e felizes? Mas não me querem. Não querem o que eu sou.


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Mes motivations, vive la liberté!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Relacionamentos em Cuiabá, ela e ele

Meu propósito em Cuiabá. Meu único propósito era estudar e mudar de vida. Estava cansado da vida que levava em SP. Cheguei aqui e descobri que minhas aulas poderiam começar só depois de muitos meses, então minhas motivações precisaram mudar. Meu propósito só poderia ser realizado após um tempo imprevisto e a partir daí comecei a viver por aqui. No começo tive o controle total, até que uma travesti resolveu se apaixonar por mim e me colocar em um ambiente de surubas e festas. Fiquei lá um tempo, porque não tinha mais o que fazer e nenhuma outra motivação. Poderia ter me dedicado a arte, poderia ter lido alguns livros, mas achei que seria uma boa idéia ficar em um ambiente de festa. Sei que ideia agora não tem mais acento, mas as vezes não controlamos velhos hábitos. Um velho hábito que eu tinha era o de me divertir e acabei por lá. O Leandro, grande Leandro ( na época era mais meu amigo que a própria Natália (BELÍSSIMA), tentou me salvar do mundo em que eu estava me ligando, mas eu estava me divertindo e ao mesmo tempo não teria muito o que fazer até minhas aulas começarem, por que não? Depois de certo tempo me vi preso em um relacionamento burguês, com aquelas cobranças em nível de varrer a entradinha e trocar o marmitex. Por sorte ela era uma travesti, e por sorte não fizemos penetração, porque não aguentaria a possibilidade de filhos. Além de ter me colocado ao lado de uma megera burguesa, estava construindo um lar. Dormia em uma cama de casal. Não que eu não fizesse isso com o ex-namorado não assumido dela, mas era diferente. Com ele eu tinha certeza que seria por pouco tempo, e tinha certeza que não estavamos reproduzindo aqueles ideais de casal (que são praticamente impossíveis de fugir quando em casal, porque a própria definição de casal te coloca nessas situações, e no caso não eramos um casal). Na verdade com ele nunca tive certeza de nada. Enquanto namorei com ela, vivi com ela, partilhei meu tempo com ela, ela constantemente me alertava sobre os perigos do ex-namorado problemático dela, um sujeito violento e possessivo. Como violência me é afrodisíaca, ainda mais entre homens, achei que poderia ser uma experiencia interessante. Tinha certeza que ele queria alguma coisa, porque ele se aproximava das formas mais diferentes. Na cabeça dela eram provocações dele contra mim, mas na minha percepção poderia ser alguma coisa qualquer além de meras provocações homoeróticas. Dito e feito, algumas vezes bebado ele simplesmente optou por deitar em mim e por alguma razão gostava de dormir na mesma cama de casal. Mesmo assim nunca tivemos nada a três, apesar daquela vida em comum. Acordavamos, almoçavamos juntos, saiamos por ai, como amigos. Sempre achei que ele quisesse me bater, ou em algum dia procuraria alguma forma de entrar em conflito comigo. Esse pensamento foi muito incentivado pela mente paranóica e caótica da minha namorada travesti, mas no fim das contas ele só queria dar pra mim. Eu sabia que ele só queria dar pra mim, mas pensava que ele ia tentar comer primeiro. Ele só queria dar mesmo. Para minha total surpresa. Apesar de todos os problemas, dos conflitos  sexuais, ele queria dar pra mim e isso foi mais forte que suas questões. Deu pra mim algumas vezes, pediu segredo, e ficou ao meu lado, como meu melhor amigo. Por um tempo foi assim, passei a dormir no quarto dele, acho que ele gostava da minha companhia, mas no fim ele nunca mais quis sexo e gradualmente afastou-se, e até mesmo me expulsou do quarto dele, onde aparentemente, segundo ele, vivi por sete meses. O considero apenas como um amigo. Nunca fomos um casal. Sofri bastante quando ele me deixou de lado, e até quando ele parou de falar comigo e pasmém, me bloqueou na internet por causa de um print meu falando mal dele para minha ex travesti. Como sempre tinha a certeza de não ter nada com ele, até ele se mostrar chateado comigo por alguma razão. Conheci uma amiga dele e eles falaram uma história dela enfiando a mão na bunda dele. Um bundão. Já fiquei logo enciumado e perguntei se aquela história era real. Ele não precisava me dar satisfação, mas me deu uma satisfação, para minha total descrença. Agora vivo em meu próprio quarto. No fim das contas acho que fugi da minha namorada porque me deprimia ao me ver naquele modelo de relacionamento. Sei que era tudo coisa da minha cabeça, mas as vezes acordava e me via em um cama de casal, muito infeliz. Com ele também vivi em uma cama de casal, mas não me sentia um casal. Ele só voltou a falar comigo depois que o acusei de não ter estado ao meu lado ao contrário dela que sempre me ajudou. Mais ou menos isso. Fiz o jogo que ela me acusa, de dizer que um é melhor que o outro e posso escolher entre ambos. Não posso. Ela me tortura. Ele é só mais um amigo. As vezes tenho vontade de fugir daqui e pedir asilo por lá, mas isso me tornaria ainda mais refém das circunstâncias. Agora estou solteiro e feliz. Satisfeito com minha liberdade emocional. Moro na mesma república que esse meu amigo, mas pode ser que esse local acabe em poucos meses. Até lá vamos nos relacionando, vivendo da melhor forma possível. Por um bom tempo ele se distanciou, agora tem sido mais sociavel. Tento evitar um pouco essa reaproximação, mas não acho que temos hoje qualquer coisa além dessa relação de espaço em comum, porque não saimos mais e nem acho que ele faz questão de minha companhia, o que entendo, depois de tanto tempo as coisas mudam. Saimos algumas vezes e contaram para minha ex que estavamos juntos. Uma mentira. Não estavamos juntos, só saimos para um role. Novamente ela se deu o direito de me xingar pela minha proximidade com o garoto, mas será que ela entende que eu não fiz nada sozinho? E se fiz qualquer coisa foi sempre em segundo ou terceiro passo, porque sou muito inseguro e qualquer ação é sempre uma ação que me surpreende.
Quem espera qualquer coisa de qualquer pessoa?

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Les relations à Cuiaba, elle et lui

Mon but dans Cuiabá. Mon seul but était d'étudier et de changer ma vie. J'étais fatigué de la vie qu'il menait dans SP. Je suis venu ici et a constaté que mes cours pourraient commencer seulement après plusieurs mois, donc mes motivations ont dû changer. Mon but ne pouvait se faire après un temps imprévu et de là a commencé à vivre ici. Au début, j'avais le contrôle total jusqu'à ce qu'un travesti a décidé de tomber en amour avec moi et m'a mis dans un environnement avec partouzes et parties. J'y suis resté un certain temps, parce qu'il avait plus rien à faire et aucune autre motivation. Pourrait me consacre à l'art, je aurais pu lire quelques livres, mais je pensais que ce serait une bonne idée de rester dans une ambiance de fête. Je sais que le mot « idée » a maintenant davantage l'accent, mais parfois nous ne contrôlons pas les vieilles habitudes. Une vieille habitude que je devais était d'avoir du plaisir et j'ai fini avec elle. Leandro, grand Leandro (à l'époque était plus mon ami l'incroyable Natalia (magnifique), a essayé de me sauver de ce monde où j'allais, mais j'amusais en même temps ne serait pas grand-chose à faire jusqu'à ce que mes cours commencer, pourquoi pas? Après un certain temps, je me suis retrouvé pris au piège dans une relation bourgeoise avec ces charges au niveau de balayer l'entrée de la maison et changer les panier-repas. Heureusement, elle était un travesti, et, heureusement, n'a pas pénétré parce qu'il ne pouvait pas supporter la possibilité des enfants, même si seulement en idée. En plus de me avoir placé à côté d'une mégère bourgeoise, je me sentais construire une maison. Je dormais dans un lit double. Non pas que je ne le fais pas avec l'ex-petit ami Dans le placard, mais cela était différent. Avec lui, je suis sûr que ce serait un peu de temps, et était sûr que nous ne jouons pas les idéaux de couples (qui sont pratiquement impossible de fuir quand un couple, car la définition même des couples vous met dans ces situations, et si nous ne nous étions un couple). En fait, avec lui, je n'avais jamais sûr de rien. Alors que je sortais d'elle, vécu avec elle, je partageais mon temps avec elle, elle m'a prévenu en permanence sur les dangers de l'ex-petit ami mentalement son trouble, un gars violent et possessif. Alors que la violence me est un aphrodisiaque, surtout pour les hommes, je pensais que ce serait peut-être une expérience intéressante. Je suis sûr qu'il voulait quelque chose parce qu'il approchait de plusieurs façons différentes. Dans sa tête, elle se moquait qu'il a fait contre moi, mais dans ma perception pourrait être quelque chose au-delà de simples provocations homoérotiques. Dit et fait, parfois ivre, il a simplement choisi de me jeter et pour une raison quelconque aimait dormir dans le même lit double. Pourtant, nous n'avons jamais rien à trois, en dépit de cette vie commune. Nous nous sommes réveillés, nous avons pris le déjeuner ensemble, nous allons faire le tour, comme des amis. J'ai toujours pensé qu'il voulait me frapper, ou à un moment donné cherche une certaine forme de conflit avec moi. Cette pensée a été très encouragé par l'esprit paranoïaque et chaotique de ma petite amie travesti, mais à la fin il voulait juste donner le cul pour moi. Je savais qu'il voulait juste me donner, mais je pensais qu'il allait essayer de me manger d'abord. Il voulait juste donner. À ma grande surprise totale. En dépit de tous les problèmes, les conflits sexuels, il a voulu me le donner et il était plus fort que les problèmes qu'il avait. Il m'a donné quelques fois, et a appelé le secret, et se tint à côté de moi comme mon meilleur ami. Pendant un certain temps que je passais ainsi endormi dans sa chambre, je pense qu'il aimait mon compagnie, mais à la fin il n'a jamais voulu le sexe et il a déménagé peu à peu, et m'a même mis à la porte de sa chambre, où semble-t-il J'ai vécu pendant sept mois. Je le considère comme un ami. On n'a jamais été un couple. Je souffrais beaucoup quand il m'a laissé de côté, et même quand il a cessé de me parler et étonnamment, m'a bloqué sur internet parce que je me suis plaint à mon ex travesti. Comme toujours, je suis sûr d'avoir rien avec lui jusqu'à ce qu'il montre en colère contre moi pour une raison quelconque. J'ai rencontré un de ses amis et elle raconté une histoire de son coller sa main dans son cul. Beau cul. Je viens de jaloux et demandé si l'histoire était vraie. Il n'a pas besoin de me donner satisfaction, mais m'a donné satisfaction, à mon incrédulité totale. Maintenant, je vis dans ma propre chambre. En fin de compte, je pense que je me suis enfuie de ma petite amie parce qu'elle m'a déprimé de me voir dans ce modèle de relation. Je sais qu'il était dans ma tête, mais parfois me suis réveillé et me suis retrouvé dans un lit double, très malheureux. Avec elle aussi je vivais dans un lit double, mais je ne suis pas un couple. Il est retourné à me parler après que je l'accusais de ne pas être à mes côtés contrairement à elle qui m'a toujours aidé. Quelque chose comme ça. Je l'ai fait le jeu, elle me reproche de faire, de dire que l'un est meilleur que l'autre et peut choisir entre eux. Je ne peux pas. Elle me torture. Il est juste un ami. Parfois, je me suis enfuie de lui et demander l'asile à elle, mais il me rendre encore plus l'otage des circonstances. Maintenant, je suis célibataire et heureux. Satisfait de ma liberté émotionnelle. Je vis dans la même république que mon ami, mais il se peut que cette finition dans quelques mois. Jusque-là, nous allons nous raconter, vivre mieux qu'ils peuvent. Pendant longtemps, il a pris ses distances, maintenant, il a été plus sociable. Essayez d'éviter une partie de ce rapprochement, mais ne pense pas que nous ayons quoi que ce soit aujourd'hui au-delà de ce ratio d'espace commun, parce que nous ne sortons pas ensemble et il ne veut plus mon compagnie, ce que je veux dire, après tout ce temps les choses changent. Nous sortons quelques fois et ils ont dit à mon ex petite amie que nous étions ensemble. Un mensonge. Nous n'étions pas ensemble, nous juste sortons pour plaisir. Encore une fois elle a donné le droit le droit de me gronder pour ma proximité avec le garçon, mais comprenait-elle que je ne rien faire seul? Et si je faisais quelque chose était en deuxième ou troisième étape toujours, parce que je suis très précaire et toute action est toujours une action qui m'a surpris.

Qui attend quelque chose de quelqu'un?


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