quinta-feira, 18 de abril de 2013

Storyline, Scale and scrip: Suffering and revolted Márcio. Story line, Argumento, Escaleta e Roteiro: Marcio Sofrido Revoltado

ETEC JORNALISTA ROBERTO MARINHO
PRODUÇÃO DE AUDIO E VIDEO



Fundamentos da Narrativa e Linguagem Audiovisual
Entrega de Story line, Escaleta e Roteiro
Profº Responsável: Felipe Neves
BRENER CARNEIRO
São Paulo



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Story line e Argumento

Marcio Sofrido Revoltado

Marcio é um jovem que tem mais o que fazer e queria dormir, porem foi obrigado a fazer um trabalho sobre storyline, escaleta e roteiro. Tentava pensar enquanto tomava um café mas não conseguia inspiração em razão de um longo dia sofrendo por ter sido coagido a lidar com a sociedade. Ele queria se matar. Ele odeia roteiro, mas entende a importancia do assunto. Ele não quer reprovar em uma matéria que ele não gosta. Seus desejos de uma boa noite de sono se tornam cada vez maiores enquanto suas idéias não aparecem e o seu tempo está acabando. Marcio sabe que precisa acordar as seis horas da manhã para trabalhar. Não sabe o que fazer.

Marcio is a young man who has more to do and wanted to sleep, but was forced to do work on an storyline, scale and script. He tried to think while he was having coffee but could not get inspiration from a long day of suffering for being coerced into dealing with society. He wanted to kill himself. He hates script, but understands the importance of the subject. He does not want to disapprove in a class he does not like. Your desires for a good night's sleep get bigger and bigger while your ideas do not show up and your time is running out. Marcio knows he needs to wake up at six in the morning to work. Do not know what to do.


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Escaleta


Marcio Sofrido Revoltado (Escaleta)

SEQUÊNCIA 1: PENSAR
CENA 01 – QUARTO DE MARCIO – INT – NOITE
Vista subjetiva do quarto e longo suspiro impaciente de Marcio.

CENA 02 – QUARTO DE MARCIO – INT – NOITE
Visão subjetiva do notebook de márcio com o título do trabalho, texto em branco. Voz “off” reclamando de sono.

CENA 03 – QUARTO DE MARCIO – INT – NOITE
Marcio olha o relógio. Descreve o horário e se revolta com as três horas de sono que vão sobrar caso ele consiga terminar o trabalho até as 3 da manhã, em voz ‘’off’’.

CENA 04 – QUARTO DE MARCIO – INT – NOITE
Visão subjetiva do notebook. Marcio escreve e apaga. Toma um café. Coloca uma música chamada “Only you” de um cantor chamado “Savage”. Quase chora com sua situação, mas sem demonstrar porque não adiantaria nada demonstrar qualquer coisa. Marcio pensa em se matar e conversa mentalmente sobre a questão.

CENA 05 – QUARTO DE MARCIO – INT – NOITE
Marcio fuma um “cigarro”. Em voz off comenta sobre o quanto é díficil sair de casa todos os dias e lidar com tantas pessoas todos os dias.

CENA 06 – QUARTO DE MARCIO – INT – NOITE
Marcio ainda não tem idéias e está cada vez mais impaciente. Olha pra cama. Sai de onde estava e deita na cama. Levanta e senta em frente ao notebook. Escreve sobre sua raiva. Ouve “Isolation’’ da banda ‘’Joy Division’’. Termina o trabalho, fecha o notebook e sai do quarto.


SEQUÊNCIA 2: MORRER
CENA 07 – QUARTO DE MARCIO – INT – NOITE
Visão subjetiva do teto.  Aparece o quarto e o relógio. Marcio dorme.


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Roteiro

Marcio Sofrido Revoltado (Roteiro)

SEQUÊNCIA 1: PENSAR
CENA 01 – QUARTO DE MARCIO – INT – NOITE
A cena surge mostrando uma cama, roupas jogadas, livros, um relógio, sapatos, uma mesa com um notebook aberto e um café. Em off screen ouve-se um suspiro impaciente. 

CENA 02 – QUARTO DE MARCIO – INT – NOITE
Visão subjetiva do notebook de márcio com o título do trabalho, texto em branco.

MARCIO (O.S)
- Queria dormir. Não to conseguindo pensar. Tenho que escrever essa merda.

CENA 03 – QUARTO DE MARCIO – INT – NOITE
Marcio olha o relógio. Marcio é apresentado sentado impaciente em frente ao seu notebook. É jovem, normal, descabelado e  está só de cueca.

MARCIO (O.S)
-Puta que o pariu, tenho 15 minutos pra escrever esse troço antes de dar três horas. Tô o dia inteiro fora de casa, com sono, e agora vou ter que acordar as 6 da manhã pro estágio. Três horas de sono se eu conseguir terminar isso. Acho que vou dormir.

CENA 04 – QUARTO DE MARCIO – INT – NOITE
Visão subjetiva do notebook. Marcio escreve e apaga. Toma um café. Coloca uma música chamada “Only you” de um cantor chamado “Savage”. Quase chora com sua situação, mas sem demonstrar porque não adiantaria nada demonstrar qualquer coisa.

MARCIO (O.S)
-Talvez fosse melhor morrer logo de uma vez. Ou dormir. Não aguento mais ter que ir atrás de tudo o tempo todo. Ter que resolver tudo, fazer tudo. Eu só queria dormir. Eu não queria precisar acordar amanhã com um despertador escroto pra ter que ir correndo pra um ponto de onibus cheio de gente escrota e depois pegar esse onibus lotado e ainda por cima ser sexualmente abusado no metro. Todos os dias. Vou virar mendigo.

CENA 05 – QUARTO DE MARCIO – INT – NOITE
Marcio fuma um “cigarro”.

MARCIO (O.S)
-Acho que o mais díficil é sair de casa e ter que lidar com todo esse pessoal da rua, com tantos olhares, com tantos ‘bom dia’s e tanta gente lerda no caminho. Gente atrapalhando, gente ajudando. Gente enchendo o saco.

CENA 06 – QUARTO DE MARCIO – INT – NOITE
Marcio ainda não tem idéias e está cada vez mais impaciente. Olha pra cama. Sai de onde estava e deita na cama. Fica um tempo na cama. Fecha os olhos. Levanta da cama, volta para a cadeira e senta em frente ao notebook. Escreve sobre sua raiva. Começa a ouvir “Isolation” da banda “Joy Division”. Termina o trabalho. Fecha o notebook. Olha o relógio. 3:30 da manhã. Marcio sai do quarto.


SEQUÊNCIA 2: MORRER
CENA 07 – QUARTO DE MARCIO – INT – NOITE
Visão subjetiva do teto. Relógio matando o tempo. Marcio dorme.

domingo, 24 de março de 2013

Un peu d'insécurité. Some insecurity. Um pouco de insegurança.

Qui n'a jamais pensé à se suicider? C'est très difficile de traiter avec d'autres personnes. Je veux mourir quand j'entends des choses comme «Tu ne peux pas le faire - parce que tu vis dans la société». Vous n'êtes jamais assez beau, au contraire, vous êtes moche. Tu n'es jamais assez cool. Tu n'es jamais assez drôle. Vous manquez tout le temps et vous subissez des conséquences pour cela. Vous essayez d'intégrer et tout le monde tient à dire que vous n'appartenez pas, que vous n'êtes pas accepté. Dans le sexe, dans les amitiés, dans l'amour et dans la famille. Vous vous sentez mal, essayez de le réparer et vous perdez-vous. Vous ne vous perdez pas et vous trompez-vous. Tu ne t'en soucies plus et vous devez entendre que vous «vivez dans la société». Vous ne vous souciez plus et les gens sont offensés avec vous. Vous vivez dans la société et ils mettent un point d'honneur à vous montrer à quel point vous êtes inapproprié. Ils te font du mal, ils te maltraitent jusqu'à ce que tu te soucies à nouveau. N'était-ce pas plus facile de vivre? Vivre comment? Avoir à faire face à toute cette pression, avec tous ces gens?

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Who in here has never thought about killing himself? It is very difficult to deal with other people. I want to die when I hear things like "You can not do it - because you live in society". You're never handsome enough, on the contrary, you're ugly. You're never cool enough. You're never funny enough. You are wrong all the time and you suffer consequences for it. You try to integrate and everyone makes a point of saying that you do not belong, that you are not accepted. In sex, in friendships, in love and in family. You feel wrong, try to fix it and get lost. You do not get lost and you get wrong. You stop caring and you need to hear that you "live in society". You do not care and people take offense at you. You live in society and they need to point out how inappropriate you are. They harm you, they mistreat you until you care again. Was not it easier just to live? Live how? Having to deal with all this pressure, with all these people?

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Quem aqui nunca pensou em se matar? É muito dificil lidar com as outras pessoas. Eu quero morrer quando eu ouço coisas como "Você não pode fazer isso - porque vive em sociedade". Você nunca é bonito o suficiente, ao contrário, você é feio. Você nunca é legal o suficiente. Você nunca é engraçado o suficiente. Você erra o tempo todo e sofre consequencias por isso. Voce tenta se integrar e todos fazem questão de dizer que você não pertence, que você não é aceito. No sexo, nas amizades, no amor e na familia. Voce se acha errado, tenta consertar e se perde. Voce não se perde e fica errado. Voce deixa de ligar e precisa ouvir que "vive em sociedade". Voce não se importa e as pessoas se ofendem com voce. Voce vive em sociedade e fazem questão de te apontar o quanto voce é inapropriado. Te prejudicam, te maltratam até que voce se importe novamente. Não era mais fácil apenas viver? Viver como? Tendo que lidar com toda essa pressão, com todas essas pessoas?

quinta-feira, 21 de março de 2013

“Versões e Controvérsias sobre 1964 e a Ditadura Militar” (2004) de Carlos Fico - Análise



“Versões e Controvérsias sobre 1964 e a Ditadura Militar” (2004) de Carlos Fico - Análise

    Carlos Fico apresenta “Versões e Controvérsias sobre 1964 e a Ditadura Militar” com uma justificativa do tema levando em consideração as comemorações recentes de períodos históricos de importância para a política nacional, decisivos ou não gratos. O autor considera também que o interesse crescente pelo período é diretamente proporcional ao desprendimento político que o distanciamento histórico possibilitou¹, o que trás novas discussões não permeadas por tabus ideológicos como por exemplo a afirmação sobre o pequeno apreço da democracia pelos atores históricos e a quebra do mito do presidente reformista João Goulart. Dessa forma, clichês sobre o golpe de 64 começam a ser abandonados em razão da nova fase de produção histórica sobre o período.
    A literatura sobre o golpe e o regime que o sucederia é marcada por dois grandes gêneros: o primeiro visava explicar e classificar as crises militares. O segundo seguiu uma vertente memorialística que foi responsável pelo primeiro conjunto de versões sobre a ditadura militar. É com a memorialística que uma série de controvérsias envolvendo as verdades históricas aceitas começam a entrar em discussão. O perfil de Castelo Branco, considerado legalista e moderado, torna-se sob a nova ótica apenas mais uma aparência derivada da benevolência dos biógrafos² e, ao contrário, sua imagem “real” surge representada por um ator que agiu conforme as conjunturas políticas e que “foi complacente com as arbitrariedades da linha dura, não teve forças para enfrenta-la e permitiu, assim, que o grupo de pressão fosse conquistando, paulatinamente, mais espaço e poder” (FICO, Carlos. 2004. “Versões e Controvérsias sobre 1964 e a Ditadura Militar”. In: Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 24, n. 47, pág. 33), ou seja, Castelo Branco possui um perfil bem mais omisso que o clichê histórico moderado. Além disso, ele também foi responsável por sancionar e estabelecer diversos veículos censores iniciais, sendo assim, estas novas informações evidenciam que o projeto repressivo baseado numa “operação limpeza violenta e longeva estava presente desde os primeiros momentos do golpe. Isto significa que o AI – 5 foi nada mais que o amadurecimento e um processo que se iniciara muito antes³.
    A crença na “utopia autoritária” empolgava de maneira diferente os diversos grupos militares e segundo estas pesquisas foram poucos os militares e civis envolvidos diretamente em tortura e assassinato político, o que não pretende minimizar o envolvimento dos militares na repressão, mas sim refinar a análise histórica4. O posicionamento dos militares em relação à repressão violenta é um dos aspectos mais importantes dos estudos do período. A tese de que os excessos foram praticados por subalternos sem a aprovação dos oficiais chegou a ser admitida, porém ela não se sustenta para o período posterior do AI – 2 de Castelo Branco, sobretudo após a implantação do Sistema Codi-Doi (1969 em diante), que era um complexo organismo político que mesclava polícia civil, militar, bombeiros, etc e que foi responsável pelos principais episódios de tortura aceitos pelos comandantes e governos militares como uma necessidade conjuntural5.
    É necessário destacar que o anseio punitivo da linha dura não surgiu repentinamente em 1968, como uma reação a “luta armada”, esquerdista de fato, a partir do AI – 5, as diversas instâncias repressivas já existentes passaram a agir segundo o ethos da comunidade de segurança.
    A produção recente do tema abandona explicações fundadas em conceitos como classe social e estrutura econômica, buscando no lugar uma estratégia cognitiva do indivíduo e seu cotidiano. As principais teses explicativas do golpe de 1964 seguem três correntes: teorização da Ciência Política, análises marxistas e valorização do papel dos militares. Alfred Stepan, cientista político, considera que as razões para o golpe encontram-se na inabilidade de Goulart em “reequilibrar o sistema político”. Até 1964, os militares apenas transferiam o governo civil para outro grupo de políticos, ou seja, os militares tinham um caráter moderador.
"A situação brasileira certamente requeria uma liderança hábil e um estadista capaz."
Em 1964, diferentemente, os militares sentiram-se em condições estruturais para a tomada e poder na transição do governo civil falho, governo que poderia colocar em risco a própria hierarquia militar. A medida, para o autor, foi de certa maneira preventiva, porque Goulart poderia dar um golpe com os comunistas e criar exércitos populares de suboficiais. A tese de Stepan, porém, é problemática quando coloca a participação militar como uma “variável dependente” do sistema político global e sua análise da ideologia militar do período é superficial. Wanderley Guilherme dos Santos faz outra análise elaborando um modelo teórico que leva em conta a instabilidade governamental do período, utilizando o número de ministros e chefes de empresas estatais demitidos e a polarização do governo em grupos radicalizados, ao invés de um perfil conciliatório e moderado do legislativo. Argelina Figueiredo, de outra forma, atribuiu grande importância à recusa de determinismos para o golpe, como fenômenos econômicos e políticos que levariam a inevitabilidade da crise. Recusa também a centralidade do papel da burguesia conspiratória, pois a existência de uma conspiração não é condição para um golpe. Argelina deixa clara a existência de opções abertas de ação política. A análise marxista por outro lado, de Jacob Gorender, funda a explicação da crise nos interesses da burguesia industrial, que alterou a estrutura política de acordo com a necessidade de classe, em uma reforma moderadora, defendendo-se também da ameaça de uma reforma de base. Segundo Dreifuss, foi preciso construir uma rede de apoio desses grupos privados com as forças armadas em uma conspiração política, ou seja, um movimento civil-militar. Se a preparação do golpe foi uma parceria, o golpe em si foi claramente militar. Glaucio Ary S. faz uma crítica ao economicismo do pensamento político através da coleta de depoimentos dos militares. Enfatiza que “o golpe foi uma conspiração dos militares com o apoio dos grupos econômicos e não uma conspiração dos grupos econômicos com o apoio dos militares” (FICO, Carlos. 2004. “Versões e Controvérsias sobre 1964 e a Ditadura Militar”. In: Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 24, n. 47, pág. 53).
    As causas para o golpe de 1964 são, dessa forma, resultado de diversas situações e crises sucessivas, com causas múltiplas, acordos e receios de diferentes atores políticos com interesses próprios em uma complexa rede de interferência.

Bibliografia
1. FICO, Carlos. 2004. “Versões e Controvérsias sobre 1964 e a Ditadura Militar”. In: Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 24, n. 47, pág. 30.
2. FICO, Carlos. 2004. “Versões e Controvérsias sobre 1964 e a Ditadura Militar”. In: Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 24, n. 47, pág. 32.
3. FICO, Carlos. 2004. “Versões e Controvérsias sobre 1964 e a Ditadura Militar”. In: Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 24, n. 47, pág. 34.
4. FICO, Carlos. 2004. “Versões e Controvérsias sobre 1964 e a Ditadura Militar”. In: Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 24, n. 47, pág 34.
5. FICO, Carlos. 2004. “Versões e Controvérsias sobre 1964 e a Ditadura Militar”. In: Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 24, n. 47, pág. 35.
(FICO, Carlos. 2004. “Versões e Controvérsias sobre 1964 e a Ditadura Militar”. In: Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 24, n. 47, pág. 33)
(FICO, Carlos. 2004. “Versões e Controvérsias sobre 1964 e a Ditadura Militar”. In: Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 24, n. 47, pág. 53)