Pela primeira vez na vida eu encontrei alguém que gostou de mim num sentido total e me sinto feliz por isso. Mesmo assim, nos últimos tempos, aconteceu uma sucessão de términos e recomeços do namoro. Eu queria que isso parasse, mas chegou num ponto em que qualquer discussão, o argumento final é justamente esse: "terminar".
Por mais que eu esteja me esforçando, parece que sempre sou distante e não presto atenção em tudo. Parece muitas vezes que não abro mão de minhas coisas pelo namoro. Isso está me estressando, eu realmente tento dar atenção e no final, é tudo tornado em vão. Quando mais eu tento organizar meu tempo, mais eu sinto que estou falhando. Deixo de fazer muitas coisas e se durante uma discussão falo sobre isso, ouço que estou "jogando na cara". Eu realmente não sei como me expressar.
Expressar, boa palavra. Eu tenho medo de me expressar, o medo na verdade é o de irritar, chatear, qualquer outro verbo negativo.
Eu sou uma pessoa açucarada demais até, muitas vezes acabo dizendo que amo, fazendo carinho, sem parar. Mesmo quando chateado, é a única forma que eu sei agir com quem é importante pra mim. Machuca muito quando (depois de engolir meu orgulho e tentar um abraço) ouço que isso é falsidade. Que é um roteiro programado. Eu sei que não sou o senhor perfeito e sei de cor todos os meus defeitos; é difícil ficar se policiando o tempo todo e mesmo assim ser criticado. Tantas coisas alterei pra não ser tão diferente, chega num ponto que às vezes nem me reconheço mais.
Queria que as coisas não continuassem desse jeito. Eu me sinto muito mal nessas últimas semanas.
Blog for personal thoughts and mémoire on the web. "Arbeit macht frei" means "work sets you free". The slogan is known for appearing on the entrance of Auschwitz. I chose "o trabalho liberta", a portuguese version of the slogan, in the blog URL bcause it's a key concept to understanding our society, where work is the ideology of control and the capital working movement divide us and create an artificial competitive environment, not a true cooperative or collaborative one.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
24 - Ser.
"Deixem de ser o que ignorantemente pensam ser e se transformem no que realmente são"
A Ilha, Aldoux Huxley;
"If the doors of perception were cleansed everything would appear to man as it is"
William Blake
A Ilha, Aldoux Huxley;
"If the doors of perception were cleansed everything would appear to man as it is"
William Blake
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
23 - Quero que seja diferente.
- Desculpe-me.
- Desculpe-me.
- Hey. Podemos fazer isso denovo? Eu sei que não nos conhecemos, mas eu não quero ser uma formiga. Você entende? Quero dizer, passamos a vida esbarrando uns nos outros com nossas 'antenas', sempre no piloto automático como formigas, não sendo solicitados a fazer nada de verdadeiramente humano. Pare. Siga. Ande aqui. Dirija ali. Toda ação basicamente para sobreviver. Toda comunicação servindo para manter ativa a colônia de formigas de um modo eficiente e civilizado. "O seu troco." "Papel ou plástico?" "Crédito ou débito?" "Você quer catchup?" Não quero um canudo. Quero momentos humanos verdeiros. Quero ver você. Quero que você me veja. Não quero abrir mão disso. Eu não quero ser uma formiga, você entende?
No original:
"- Excuse me."
"- Excuse me"
"- Hey. Could we do that again? I know we haven't met, but I don't want to be an ant. You know? I mean, it's like we go through life with our antennas bouncing off one another, continously on ant autopilot, with nothing really human required of us. Stop. Go. Walk here. Drive there. All action basically for survival. All communication simply to keep this ant colony buzzing along in an efficient, polite manner. "Here's your change." "Paper or plastic?' "Credit or debit?" "You want ketchup with that?" I don't want a straw. I want real human moments. I want to see you. I want you to see me. I don't want to give that up. I don't want to be ant, you know?"
Retirado do filme Waking Life.
- Desculpe-me.
- Hey. Podemos fazer isso denovo? Eu sei que não nos conhecemos, mas eu não quero ser uma formiga. Você entende? Quero dizer, passamos a vida esbarrando uns nos outros com nossas 'antenas', sempre no piloto automático como formigas, não sendo solicitados a fazer nada de verdadeiramente humano. Pare. Siga. Ande aqui. Dirija ali. Toda ação basicamente para sobreviver. Toda comunicação servindo para manter ativa a colônia de formigas de um modo eficiente e civilizado. "O seu troco." "Papel ou plástico?" "Crédito ou débito?" "Você quer catchup?" Não quero um canudo. Quero momentos humanos verdeiros. Quero ver você. Quero que você me veja. Não quero abrir mão disso. Eu não quero ser uma formiga, você entende?
No original:
"- Excuse me."
"- Excuse me"
"- Hey. Could we do that again? I know we haven't met, but I don't want to be an ant. You know? I mean, it's like we go through life with our antennas bouncing off one another, continously on ant autopilot, with nothing really human required of us. Stop. Go. Walk here. Drive there. All action basically for survival. All communication simply to keep this ant colony buzzing along in an efficient, polite manner. "Here's your change." "Paper or plastic?' "Credit or debit?" "You want ketchup with that?" I don't want a straw. I want real human moments. I want to see you. I want you to see me. I don't want to give that up. I don't want to be ant, you know?"
Retirado do filme Waking Life.
futilidade, mascaras, acatamento, aceitação
waking life
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